O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia oficial da inflação no Brasil, apresentou alta de 0,11% em janeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE. Apesar de representar uma desaceleração em relação ao mês de dezembro, que registrou 0,34%, o resultado superou as projeções do mercado, que esperavam uma redução de 0,02%.
Essa variação reflete pressões significativas em grupos como alimentos e transportes, mesmo com a queda no custo da energia elétrica residencial, que ajudou a conter o índice.
O grupo de alimentos se destacou como o principal responsável pelo avanço da inflação em janeiro. A alimentação em domicílio teve alta de 1,10%, com itens como tomate e café disparando 17% e 7%, respectivamente.
Por outro lado, alguns produtos registraram queda nos preços. A batata-inglesa apresentou redução de 14,16%, enquanto o leite longa vida caiu 2,81%. Já a alimentação fora de casa desacelerou, subindo 0,93%, contra altas mais expressivas registradas no mês anterior.
Transporte impulsionado por passagens aéreas e combustíveis
O setor de transportes também contribuiu para o avanço do índice, registrando aumento de 1,01%. Esse impacto foi puxado pela alta das passagens aéreas, que subiram expressivos 10,25%, além de reajustes em tarifas de ônibus urbanos em algumas capitais.
Entre os combustíveis, o etanol liderou as elevações, com aumento de 1,56%, seguido pelo óleo diesel (1,10%), gás veicular (1,04%) e gasolina (0,53%).
Energia elétrica alivia índice com queda expressiva
Por outro lado, o grupo habitação teve deflação de 3,43%, ajudando a equilibrar o resultado do IPCA-15 em janeiro. O recuo foi fortemente influenciado pela queda de 15,46% na energia elétrica residencial, decorrente da incorporação do Bônus de Itaipu, um crédito concedido a consumidores que reduziram o consumo em 2023.
Essa medida aliviou o orçamento das famílias e minimizou o impacto da alta em outros itens.
Perspectivas para o controle da inflação
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Com o acumulado de 4,50% nos últimos 12 meses, a inflação continua como um ponto de atenção para o governo. Em busca de soluções, o presidente Lula tem discutido estratégias para baratear os alimentos, visando aumentar a oferta e garantir preços mais acessíveis aos consumidores.
A expectativa é que as próximas decisões sobre abastecimento e produção possam mitigar os impactos inflacionários nos itens mais básicos da cesta brasileira.