O ambiente escolar desempenha um papel essencial no desenvolvimento das crianças e adolescentes, e garantir sua segurança é um desafio constante. O Ministério da Educação (MEC) tem reforçado a necessidade de tornar as escolas cada vez mais protegidas e acolhedoras, alinhando medidas de enfrentamento à violência com um projeto pedagógico estruturado.
Nesse contexto, o programa Escola que Protege tem sido um dos principais pilares para a construção de um ambiente escolar mais seguro e democrático. Em um evento realizado em Brasília, o MEC apresentou um balanço das ações desenvolvidas e discutiu novas estratégias para o fortalecimento da segurança nas unidades de ensino.
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Escola que Protege: um compromisso com a segurança

O programa Escola que Protege busca atuar diretamente no combate à violência escolar por meio da formação de educadores, do apoio psicossocial e do monitoramento de riscos. Além disso, são desenvolvidas estratégias intersetoriais para garantir que as escolas sejam, de fato, um espaço de acolhimento e proteção.
Desde 2023, o MEC já destinou cerca de R$ 3,1 bilhões para ações que incluem melhorias na infraestrutura escolar, aquisição de equipamentos de segurança e capacitação de profissionais para lidar com episódios de violência.
O secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, ressaltou que o compromisso do governo é tornar as escolas cada vez mais seguras, destacando que eventuais episódios de violência não podem comprometer a percepção da escola como um ambiente de proteção.
“A escola é o lugar mais seguro para uma criança e um adolescente, para um jovem permanecer. Podemos ter casos pontuais de violência, mas a tornaremos um lugar cada vez mais seguro”, afirmou Barchini.
A evolução do programa e os desafios atuais
O Escola que Protege já possui um histórico de atuação desde 2005, quando foi criado para lidar com conflitos decorrentes da indisciplina e da violência no entorno das escolas. No entanto, os desafios atuais exigem abordagens mais amplas, com foco na proteção dos estudantes dentro e fora do ambiente escolar.
A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo, destacou que a violência extrema nas escolas deve ser debatida dentro de uma perspectiva pedagógica, evitando que temas externos ao contexto educacional interfiram na política pública voltada para a proteção dos estudantes.
“A gente quer reafirmar que o lugar do debate da violência extrema nas escolas não pode se perder e ele precisa ser feito à luz de uma política pedagógica”, enfatizou Figueiredo.
Para garantir uma atuação mais eficiente, foi criado um Grupo de Trabalho Intersetorial, reunindo diferentes instituições e especialistas para elaborar soluções integradas e aprimorar as estratégias de enfrentamento da violência.
Segurança e inclusão: um debate necessário
Entre os desafios enfrentados pelo programa, um dos principais é a necessidade de garantir que medidas de segurança sejam implementadas sem comprometer a inclusão dos estudantes.
Desde o ano passado, a secretaria já analisou 135 projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional sobre o tema. Algumas propostas envolvem medidas como a permissão do porte de armas para professores e a instalação de sistemas de controle de acesso, como catracas, sem considerar os impactos para alunos com deficiência.
Para Figueiredo, é fundamental que qualquer política de segurança nas escolas esteja alinhada à proteção e ao acolhimento de todos os estudantes, garantindo que a inclusão continue sendo um dos princípios da educação pública.
A importância da cooperação intersetorial
Durante o evento, especialistas e representantes de diferentes setores participaram das discussões sobre o fortalecimento das políticas de segurança escolar. Entre os presentes estavam:
- Antônio Rainha, conselheiro da Associação do Tribunal de Contas (Atricon);
- Aléssio Costa, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime);
- Cleonice Kozerski, representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed);
- Lilian Melo, representante do Ministério da Justiça e Segurança Pública;
- Janine Melo, secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Os debates reforçaram a necessidade de uma ação conjunta entre o governo federal, estados e municípios para garantir que as escolas tenham suporte adequado para enfrentar desafios relacionados à segurança.
Tecnologia e monitoramento no combate à violência

Entre as medidas apresentadas no seminário, um dos destaques foi a implementação do Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave).
Essa ferramenta foi desenvolvida para aprimorar a prevenção, monitoramento e resposta rápida a episódios de violência dentro do ambiente escolar.
Além disso, o impacto das redes sociais na segurança das escolas também foi um dos temas debatidos. O MEC reforçou a importância de capacitar educadores para lidar com os desafios trazidos pelo mundo digital, ajudando a identificar e combater comportamentos que possam colocar os estudantes em risco.
Conclusão
O MEC reafirmou que a segurança escolar deve ser tratada de forma ampla, com a implementação de políticas pedagógicas que garantam um ambiente acolhedor para crianças e adolescentes.
O Escola que Protege continua sendo uma das principais iniciativas nesse sentido, promovendo ações concretas para fortalecer a proteção dos estudantes e aprimorar a resposta das escolas diante de episódios de violência.
Com investimentos significativos, apoio psicossocial e estratégias de monitoramento, o governo reforça seu compromisso de tornar as escolas espaços cada vez mais seguros, inclusivos e preparados para enfrentar desafios.
Com informações de: Ministério da Educação




