Nos últimos dias, circula na internet um golpe que envolve o nome do Nubank, prometendo indenizações de até R$ 10 mil. Esse golpe visa capturar informações pessoais de vítimas, que são levadas a preencher formulários falsos disfarçados de páginas oficiais da Receita Federal.
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A promessa falsa e o apelo emocional

Golpistas utilizam vídeos manipulados, com aparência de reportagens verdadeiras, para atrair a atenção dos usuários. Esses vídeos frequentemente mostram figuras públicas, como o deputado Nikolas Ferreira, com falas alteradas digitalmente para reforçar a ideia de que os pagamentos são reais.
Falsificação de sites oficiais: como os golpistas imitam a Receita Federal
Após assistir aos vídeos fraudulentos, as vítimas são redirecionadas para um site falso que imita a página oficial da Receita Federal. Este site solicita informações sensíveis, como CPF, nome completo, dados bancários, e até informações pessoais que podem ser usadas em fraudes futuras.
Manipulação de imagens: como usam grandes portais de notícias
Para dar mais credibilidade ao golpe, os criminosos falsificam portais de notícias renomados, como UOL e G1, incluindo logotipos e layouts semelhantes aos originais. Essas manipulações visam enganar as vítimas, fazendo-as acreditar que o golpe é apoiado por fontes confiáveis.
O Nubank se pronuncia: o que a fintech diz sobre o golpe
O posicionamento oficial do Nubank
Em resposta ao crescente número de fraudes, o Nubank divulgou um comunicado esclarecendo que não está realizando nenhum pagamento de indenização. A empresa reforçou que todas as suas comunicações oficiais ocorrem por meio de canais próprios, alertando os usuários a nunca fornecerem dados pessoais em sites suspeitos.
Nikolas Ferreira e a manipulação digital de sua imagem
Deepfake: como alteraram os vídeos de Nikolas Ferreira
A imagem do deputado Nikolas Ferreira foi manipulada utilizando a tecnologia de deepfake, permitindo a criação de vídeos falsificados. Os vídeos apresentam falas inventadas, o que engana ainda mais as vítimas. O deputado não se pronunciou oficialmente sobre o uso indevido de sua imagem, mas especialistas em desinformação destacaram os erros visíveis nos vídeos, como a sincronia labial incorreta.
Os perigos do golpe: por que ele é tão preocupante

Riscos de fornecer informações
O principal risco ao cair nesse golpe é a exposição de dados pessoais sensíveis, como CPF, nome completo e dados bancários. Esses dados podem ser usados para cometer crimes como abertura de contas fraudulentas, solicitação de empréstimos não autorizados, clonagem de cartões e até envio de boletos falsos.
Impacto emocional e financeiro nas vítimas
Além do prejuízo financeiro, as vítimas podem sofrer danos psicológicos ao acreditar que têm direito a uma indenização. Muitas pessoas, ao perceberem que foram enganadas, já forneceram seus dados e, em alguns casos, receberam boletos falsos ou mensagens solicitando pagamentos para “liberação do valor”.
Como identificar esse e outros golpes
Dicas de segurança digital
- Verifique a fonte: Sempre que receber uma mensagem com promessas de dinheiro, verifique se a informação consta nos sites oficiais da empresa ou órgão público mencionado.
- Desconfie de promessas grandiosas: Indenizações altas, sem processo judicial ou sem solicitação prévia, são um sinal claro de golpe.
- Cuidado com erros de português e layout amador: Sites falsos costumam ter erros gramaticais, URLs estranhas e design desatualizado ou mal formatado.
- Não clique em links recebidos via WhatsApp ou redes sociais: Mesmo que a mensagem venha de um conhecido, ela pode ter sido encaminhada de forma inconsciente, ou o remetente pode ter tido seu número clonado.
O papel das redes sociais e da desinformação
Disseminação em massa e efeito viral
Golpes como esse se espalham rapidamente por redes como WhatsApp, Instagram e TikTok, por meio de algoritmos que priorizam conteúdo emocionalmente envolvente. Os vídeos são feitos com alta carga emocional e apelos de urgência, incentivando os usuários a agir rapidamente sem checar a veracidade da informação.
Desinformação como ferramenta de manipulação
Esse tipo de golpe não apenas lesa financeiramente, mas mina a confiança das pessoas em instituições sérias, como o Nubank ou a Receita Federal. Além disso, o uso de figuras públicas em vídeos falsos levanta preocupações sobre o uso político da desinformação digital.
O que fazer se você caiu no golpe

Passos imediatos
- Altere suas senhas de e-mails e contas bancárias imediatamente.
- Comunique seu banco sobre a possibilidade de vazamento de dados.
- Registre um boletim de ocorrência, preferencialmente online.
- Consulte o site “Registrato” do Banco Central para verificar se abriram contas ou fizeram movimentações financeiras em seu nome.
- Acompanhe o CPF no Serasa ou Boa Vista para verificação de atividades suspeitas.
Denuncie os conteúdos
Se você recebeu ou viu vídeos falsos nas redes, denuncie nas próprias plataformas. Isso ajuda a reduzir o alcance do golpe e proteger outras pessoas.
Autoridades e empresas estão investigando?
Investigações em curso
Até o momento, não há confirmação oficial de investigações abertas pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público sobre este golpe específico. No entanto, a Associação Brasileira de Bancos Digitais (ABBD) já alertou sobre o uso frequente do nome de fintechs em golpes online e tem cobrado mais ações das plataformas digitais.
Considerações finais
Golpes envolvendo o nome do Nubank, como o da suposta indenização de R$ 10 mil, são exemplos graves de desinformação digital combinada com engenharia social. O uso de vídeos manipulados com figuras públicas e a falsificação de sites conhecidos tornam o golpe mais credível, mas é essencial que os usuários adotem práticas de segurança para evitar cair em armadilhas. Em um mundo cada vez mais digital, verificar a fonte e desconfiar de promessas fáceis são atitudes essenciais.




