Com o avanço da tecnologia e a popularização de serviços digitais, os golpes financeiros se tornaram mais frequentes — e também mais sofisticados. No Brasil, pessoas com mais de 60 anos estão entre os principais alvos dessas fraudes.
Segundo dados do Federação Brasileira de Bancos (Febraban), cerca de 35% dos idosos já foram vítimas ou alvo de tentativas de golpe envolvendo contas bancárias.
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Os criminosos exploram fatores como confiança, menor familiaridade com tecnologia e, em alguns casos, limitações cognitivas. Por isso, a informação e a orientação se tornam as principais formas de prevenção.
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Por que os idosos são mais vulneráveis
Os golpes são estruturados para manipular emocionalmente as vítimas. No caso dos idosos, alguns fatores aumentam o risco:
Principais vulnerabilidades
- Confiança em contatos que aparentam ser familiares ou instituições conhecidas
- Dificuldade em identificar sites falsos ou mensagens fraudulentas
- Uso crescente de aplicativos bancários e redes sociais
- Falta de informação sobre golpes digitais
Com isso, criminosos conseguem persuadir vítimas a compartilhar dados sensíveis, como senhas, códigos e documentos.
Golpes mais comuns contra idosos em 2026
Conhecer os principais tipos de fraude é o primeiro passo para evitar prejuízos.
Phishing: a “pescaria digital” que continua fazendo vítimas
O phishing é um dos golpes que mais crescem no Brasil. Ele acontece quando criminosos enviam mensagens falsas por e-mail, SMS ou aplicativos como o WhatsApp, induzindo a vítima a clicar em links maliciosos.
Esses links levam a sites falsos, muitas vezes idênticos aos de lojas ou bancos reais. Ao inserir dados nesses sites, o usuário entrega informações diretamente aos golpistas.
Como se proteger do phishing
- Evitar clicar em links suspeitos ou promoções “boas demais”
- Conferir o endereço do site (URL) antes de inserir dados
- Não abrir anexos inesperados
- Nunca informar senhas ou códigos
Golpe do empréstimo consignado
Muito comum entre aposentados e pensionistas do INSS, esse golpe envolve ofertas falsas de crédito com condições vantajosas.
Os criminosos entram em contato por telefone, e-mail ou WhatsApp e solicitam:
- Dados pessoais
- Fotos de documentos
- Depósitos antecipados para “liberação” do crédito
Sinais de alerta
- Pedido de pagamento antecipado (isso não existe em bancos sérios)
- Urgência para fechar contrato
- Contato fora de canais oficiais
Como evitar
- Nunca enviar dados pessoais por mensagens
- Não fazer depósitos para liberar empréstimos
- Buscar sempre instituições conhecidas e canais oficiais
Golpe do FGTS e benefícios falsos
Outro golpe em alta envolve mensagens dizendo que a vítima tem valores liberados no FGTS ou outros benefícios.
O objetivo é direcionar o usuário para páginas falsas, onde são solicitados dados pessoais.
Como se proteger
- Nunca clicar em links enviados por SMS ou WhatsApp
- Acessar apenas canais oficiais, como aplicativos do governo
- Verificar se o site possui certificado de segurança
O papel da família na proteção dos idosos
A prevenção começa dentro de casa. Conversas simples podem evitar grandes prejuízos.
Como ajudar um idoso a se proteger
- Explicar os golpes mais comuns
- Orientar a não compartilhar dados pessoais
- Incentivar a sempre confirmar informações
- Acompanhar o uso de aplicativos financeiros
Criar o hábito de verificar qualquer situação suspeita antes de agir é fundamental.
O que fazer se cair em um golpe
Mesmo com cuidados, fraudes podem acontecer. Nesses casos, agir rápido é essencial.
Passos imediatos
- Entrar em contato com o banco ou instituição financeira
- Solicitar bloqueio de contas ou cartões
- Registrar um boletim de ocorrência
- Guardar provas (prints, mensagens, comprovantes)
Também é possível buscar apoio jurídico, principalmente em casos de prejuízo financeiro significativo.
Conclusão
Os golpes financeiros contra idosos são uma realidade crescente no Brasil, impulsionada pela digitalização e pela ação cada vez mais sofisticada de criminosos.
A boa notícia é que a maioria dessas fraudes pode ser evitada com informação, atenção e diálogo.
Orientar, acompanhar e apoiar os idosos no uso de tecnologia é a melhor forma de protegê-los — e garantir mais segurança financeira no dia a dia.




