O Banco Central (BC) anunciou o início da segunda fase do Piloto Drex, a moeda digital do Brasil. Após receber 101 propostas de negócios do setor financeiro e tecnológico, a autoridade monetária selecionou 50 iniciativas para a nova fase de testes. A etapa avaliará a viabilidade de diferentes aplicações para o real digital dentro do ecossistema financeiro do país.
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O que é o Drex?

O Drex é a versão digital do real, desenvolvida pelo Banco Central em parceria com instituições financeiras e empresas de tecnologia. A moeda digital busca modernizar o sistema financeiro, facilitando transações, reduzindo custos e ampliando a inclusão bancária no Brasil.
Diferente das criptomoedas, o Drex é um ativo emitido e regulado pelo BC, oferecendo segurança e estabilidade para os usuários. A expectativa é que ele seja utilizado para pagamentos instantâneos, contratos inteligentes e até operações de crédito no futuro.
Além disso, a implementação do Drex poderá impactar positivamente setores como comércio eletrônico, financiamentos imobiliários e até mesmo o mercado de investimentos, trazendo maior eficiência e reduzindo burocracias.
Segunda fase do Piloto Drex: o que esperar?
A segunda fase do projeto tem como objetivo testar a funcionalidade da plataforma do Drex em cenários reais de negócios. As propostas selecionadas para essa fase envolvem casos como:
- Pagamentos instantâneos via Drex
- Tokenização de ativos financeiros
- Automação de contratos inteligentes
- Operações de crédito e financiamento
- Integração com o mercado de capitais
- Testes para pagamentos internacionais
A escolha das propostas foi feita com base no potencial de inovação e na viabilidade técnica dentro do ambiente regulatório do BC.
Os testes envolverão diferentes instituições financeiras, fintechs e empresas de tecnologia, permitindo avaliar como o Drex pode ser integrado de forma prática ao sistema financeiro já existente.
O avanço do Drex no Brasil
A primeira fase do Piloto Drex teve início em 2023 e focou na estruturação da infraestrutura tecnológica da moeda digital. Agora, na segunda fase, o BC trabalha para avaliar como o Drex pode ser aplicado de forma prática no mercado financeiro.
Os testes serão conduzidos ao longo de 2025, e a expectativa é que, até o final do ano, o Banco Central tenha uma visão clara sobre a implementação definitiva do Drex no Brasil.
Caso os testes tenham sucesso, o Drex poderá ser gradualmente integrado ao sistema bancário, permitindo que consumidores e empresas tenham acesso a essa nova forma de transação digital de maneira segura e eficiente.
Quais os benefícios do Drex para a economia?
O desenvolvimento do Drex pode trazer diversos benefícios para o Brasil, entre eles:
- Maior eficiência nas transações financeiras: Redução de custos operacionais e maior rapidez nos pagamentos.
- Inclusão financeira: Pessoas sem acesso ao sistema bancário tradicional poderão utilizar o real digital.
- Segurança e transparência: Transações registradas em blockchain garantem maior rastreabilidade e proteção contra fraudes.
- Facilidade para empresas e investidores: Processos financeiros automatizados e acesso a novos modelos de financiamento.
- Redução da burocracia: Com contratos inteligentes, transações podem ser realizadas de forma mais rápida e sem intermediários.
- Maior integração ao mercado global: O Drex poderá facilitar transações internacionais e estimular o comércio exterior.
Especialistas apontam que a digitalização do real pode reduzir a necessidade de intermediários bancários, barateando serviços financeiros para consumidores e empresas. Além disso, o uso de blockchain pode tornar o sistema mais seguro contra fraudes e vazamentos de dados.
Quando o Drex será lançado oficialmente?
Ainda não há uma data exata para o lançamento do Drex ao público. O Banco Central pretende concluir todas as fases de testes até 2026, garantindo que a moeda digital seja segura e eficiente antes de sua adoção em larga escala.
Caso os testes avancem conforme o planejado, o Drex poderá ser disponibilizado para instituições financeiras e, posteriormente, para a população em geral, funcionando de forma semelhante a outros meios de pagamento digitais já existentes.
O sucesso dessa fase será fundamental para definir a próxima etapa do projeto e os possíveis desafios que ainda precisam ser superados antes do lançamento oficial.
Possíveis desafios para o Drex

Embora o Drex traga diversas vantagens, sua implementação pode enfrentar desafios como:
- Adaptação do sistema financeiro: Bancos e empresas precisarão investir em novas tecnologias para suportar o Drex.
- Segurança digital: Apesar da blockchain ser segura, ataques cibernéticos e fraudes ainda são riscos a serem mitigados.
- Aceitação pelo público: Parte da população pode ter resistência em adotar uma moeda digital regulada pelo governo.
- Regulamentação e privacidade: O Banco Central precisará garantir regras claras sobre o uso do Drex, especialmente no que diz respeito à privacidade dos usuários.
Apesar desses desafios, a tendência global de digitalização das moedas fiduciárias mostra que o Brasil está no caminho certo ao testar e aprimorar o Drex antes de lançá-lo oficialmente.
Considerações finais
O avanço da segunda fase de testes do Drex representa um passo importante para a modernização do sistema financeiro brasileiro. Com a nova etapa, o Banco Central busca avaliar diferentes casos de uso para a moeda digital, preparando o caminho para sua implementação definitiva nos próximos anos.
Se os testes forem bem-sucedidos, o Drex poderá revolucionar o mercado financeiro do país, tornando pagamentos mais rápidos, seguros e acessíveis para todos.




