Com a chegada do fim do ano, o assunto que começa a circular nas conversas entre trabalhadores é o décimo terceiro salário. O benefício, conhecido também como abono natalino, representa um reforço importante no orçamento e é aguardado com expectativa por milhões de brasileiros. Além de garantir um alívio financeiro, o pagamento também movimenta a economia e ajuda o comércio a aquecer as vendas de fim de ano.
Em 2025, as regras seguem as mesmas definidas pela legislação trabalhista, mas é importante ficar atento às datas de pagamento, aos critérios de quem tem direito e à forma correta de calcular o valor. Entender todos esses pontos evita confusões e garante que o trabalhador saiba exatamente o que esperar do depósito.
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Datas de pagamento do décimo terceiro salário salário em 2025

De acordo com a lei, o 13º salário deve ser pago em até duas parcelas. A primeira precisa ser depositada até o dia 30 de novembro. No entanto, em 2025 essa data cairá em um domingo, o que antecipa o pagamento para sexta-feira, 28 de novembro.
A segunda parcela deve ser paga até o dia 20 de dezembro, já com os descontos obrigatórios, como Imposto de Renda e contribuição ao INSS. Algumas empresas optam por antecipar o pagamento da primeira parte durante as férias do funcionário, desde que o pedido tenha sido feito até janeiro do mesmo ano.
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Quem tem direito ao 13º salário?
O direito ao 13º salário é garantido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) a todos os empregados com carteira assinada. Isso inclui trabalhadores domésticos, rurais, urbanos e avulsos.
Além dos empregados da iniciativa privada, aposentados e pensionistas do INSS também recebem o abono, conforme as regras da Previdência Social. O benefício é proporcional ao tempo de serviço prestado durante o ano. Mesmo quem não completou 12 meses na empresa tem direito ao pagamento, calculado com base nos meses efetivamente trabalhados.
Para que um mês seja considerado no cálculo, o funcionário precisa ter trabalhado pelo menos 15 dias. Períodos menores que esse não entram na conta.
Como é feito o cálculo do décimo terceiro salário?
O valor do 13º é calculado com base no salário bruto mensal e no número de meses trabalhados no ano. O cálculo é simples: divide-se o salário por 12 e multiplica-se pelo número de meses em que o trabalhador teve vínculo com a empresa.
Por exemplo, quem recebe R$ 6.000 e trabalhou durante nove meses terá direito a R$ 4.500 de 13º salário (6.000 ÷ 12 × 9).
Entram na base de cálculo o salário fixo, adicionais como periculosidade, insalubridade e adicional noturno, além da média de horas extras e comissões. Já benefícios como vale-alimentação e vale-transporte não são considerados porque têm caráter indenizatório.
A primeira parcela do benefício corresponde a metade do valor total calculado e é paga sem descontos. Já a segunda vem com os abatimentos de INSS e Imposto de Renda, resultando em um valor líquido menor.
13º proporcional em caso de demissão ou pedido de desligamento
Quem foi demitido sem justa causa tem direito a receber o 13º salário de forma proporcional aos meses trabalhados no ano. O mesmo vale para quem pediu demissão voluntariamente. Nesse caso, o cálculo segue a mesma lógica, levando em conta apenas os meses completos ou com mais de 15 dias de serviço.
Por outro lado, quem foi dispensado por justa causa perde o direito ao benefício. Por isso, é essencial compreender o tipo de desligamento e verificar como ele influencia nas verbas rescisórias.
Estagiários, temporários e autônomos recebem o 13º?
Nem todos os trabalhadores têm acesso ao 13º salário. Estagiários não recebem o benefício, pois o estágio é regulado por uma lei específica (Lei 11.788/2008) e não configura vínculo empregatício.
Autônomos e prestadores de serviço contratados como pessoa jurídica também não têm direito, já que não há relação trabalhista formal.
Em contrapartida, trabalhadores temporários, contratados conforme a Lei 6.019/1974, têm direito ao pagamento proporcional, uma vez que existe vínculo de emprego durante o período do contrato.
O que acontece se o décimo terceiro salário não for pago no prazo?
O não pagamento do 13º salário dentro dos prazos legais pode gerar multa para o empregador. Caso o depósito não seja feito até as datas determinadas, o trabalhador pode formalizar uma denúncia na Superintendência Regional do Trabalho, responsável por fiscalizar o cumprimento da legislação.
As penalidades variam conforme o tempo de atraso e o número de funcionários afetados, mas é dever da empresa se organizar para garantir o pagamento dentro do período correto.
Parcelamento e antecipação do benefício
A legislação determina que o 13º salário seja pago em até duas parcelas. O empregador pode optar por antecipar o pagamento integral ou fazer o adiantamento da primeira parte, desde que respeite o prazo máximo até o final de novembro.
O que não é permitido é dividir o valor em três ou mais parcelas. De acordo com o Decreto 57.155/1965, qualquer outro tipo de fracionamento é considerado irregular e pode gerar autuação.
Como aproveitar melhor o 13º salário
Receber o 13º é motivo de comemoração, mas também exige planejamento. Especialistas em finanças recomendam que o abono seja usado com estratégia, priorizando a organização financeira antes dos gastos de fim de ano.
Quitar dívidas deve ser o primeiro passo, especialmente aquelas com juros altos, como cartão de crédito e cheque especial. Isso evita que o trabalhador comece o ano seguinte endividado.
Outra opção é usar parte do valor para planejar despesas sazonais, como IPTU, IPVA, matrícula escolar e seguros. Dessa forma, é possível atravessar o início do ano com mais tranquilidade.
Guardar uma parcela do benefício também é uma decisão inteligente. Manter uma reserva de emergência é fundamental para enfrentar imprevistos sem recorrer a empréstimos ou crédito caro.
E para quem já está com as contas equilibradas, o 13º pode ser direcionado a investimentos. Aplicações de renda fixa, fundos ou previdência privada são alternativas que ajudam a construir estabilidade a longo prazo.
Importância econômica do décimo terceiro salário no país

Além de ajudar o trabalhador individualmente, o 13º salário tem impacto significativo na economia brasileira. Estima-se que bilhões de reais circulem no mercado nesse período, impulsionando o comércio, o turismo e os serviços.
O aumento no consumo é perceptível a partir de novembro, quando o varejo intensifica promoções e o consumidor se sente mais confiante para gastar. Esse movimento beneficia empresas, trabalhadores e o próprio governo, que arrecada mais impostos sobre as transações.
Considerações finais
O décimo terceiro salário é mais do que um benefício — é uma conquista histórica do trabalhador e um elemento essencial da economia brasileira. Saber quando o dinheiro será depositado, quem tem direito e como calcular o valor garante mais segurança e transparência nas relações de trabalho.
Com um bom planejamento, esse recurso pode se transformar em uma poderosa ferramenta para começar o ano seguinte com as finanças equilibradas, menos dívidas e mais tranquilidade.
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