Ir ao médico no Brasil passou a exigir mais atenção também dos pacientes. Desde 2026, está em vigor a Lei nº 15.378/2026, que institui o novo Estatuto dos Direitos do Paciente e amplia as regras sobre atendimento em saúde.
A mudança impacta não só o Sistema Único de Saúde, mas também hospitais privados, clínicas e operadoras de planos de saúde.
Abaixo você pode continuar a
leitura do artigo
Na prática, isso significa mais direitos — mas também novas responsabilidades.
Leia mais:
Lista inclui remédios para diabetes, pressão e asma
O que muda com a nova lei dos pacientes
A principal mudança é o equilíbrio na relação entre médico e paciente.
Agora, o atendimento deve ser baseado em:
- Transparência
- Informação clara
- Participação ativa do paciente
A ideia é que o cidadão deixe de ser apenas um receptor de decisões e passe a entender e participar do próprio tratamento.
Direito à informação clara e completa
Um dos pontos mais importantes da nova lei é o acesso à informação.
O paciente tem direito de saber:
- Diagnóstico
- Tipo de tratamento
- Riscos envolvidos
- Benefícios esperados
- Efeitos colaterais
- Alternativas disponíveis
Isso permite decisões mais conscientes e reduz falhas no atendimento.
Fim da discriminação no atendimento
A legislação proíbe qualquer tipo de tratamento desigual.
Não pode haver distinção por:
- Sexo
- Raça
- Cor
- Religião
- Renda
- Deficiência
- Origem
Essa regra vale para toda a rede de saúde, pública e privada.
Direito a acompanhante
O paciente pode ter alguém de confiança durante:
- Consultas
- Exames
- Internações
Exceções
O acompanhante pode ser restringido apenas quando houver:
- Risco sanitário
- Problemas de segurança
- Questões de privacidade
Sigilo e consentimento reforçados
A nova lei também fortalece a proteção de dados médicos.
Garantias
- Confidencialidade das informações
- Proibição de compartilhamento sem autorização
- Consentimento antes de procedimentos
O paciente também pode indicar um representante para decisões importantes.
Participação ativa no tratamento
Outro ponto importante é o protagonismo do paciente.
Agora, ele tem o direito de:
- Questionar procedimentos
- Pedir esclarecimentos
- Participar das decisões
Isso aumenta a qualidade do atendimento e reduz erros médicos.
Deveres do paciente: o que você precisa cumprir
A lei também estabelece responsabilidades.
Principais deveres
- Seguir o tratamento indicado
- Tirar dúvidas com os profissionais
- Informar mudanças no estado de saúde
- Avisar desistência de procedimentos
- Respeitar regras da instituição
- Tratar profissionais e outros pacientes com respeito
Impacto na prática do dia a dia
As mudanças afetam diretamente a rotina de atendimento.
O que muda na prática
- Mais diálogo entre médico e paciente
- Maior transparência nos procedimentos
- Participação ativa nas decisões
Isso vale tanto para o SUS quanto para clínicas e hospitais privados.
Por que essa lei é importante
O Estatuto dos Direitos do Paciente representa um avanço importante na saúde brasileira.
Benefícios principais
- Mais segurança no atendimento
- Redução de erros médicos
- Maior confiança no sistema
- Empoderamento do cidadão
O que fazer se seus direitos não forem respeitados
Caso haja descumprimento da lei, o paciente pode:
- Procurar a ouvidoria da unidade de saúde
- Registrar reclamação em órgãos oficiais
- Buscar orientação jurídica
Denunciar é fundamental para garantir o cumprimento da legislação.
Conclusão
A Lei nº 15.378/2026 marca uma mudança significativa na forma como o atendimento em saúde é realizado no Brasil.
Com mais direitos e responsabilidades, o paciente passa a ter papel central no cuidado com a própria saúde.
Estar bem informado é o primeiro passo para garantir um atendimento digno e de qualidade.




