CCJ aprova projeto de ressarcimento para vítimas de golpes do PIX
Em uma importante decisão para a proteção dos consumidores, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4) um projeto que obriga os bancos a adotarem medidas para tentar devolver os recursos das vítimas de golpes e crimes envolvendo sistemas de pagamento, incluindo o PIX. A proposta, agora em tramitação na Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC), pode trazer mudanças significativas na forma como os consumidores serão protegidos contra fraudes e golpes financeiros no Brasil.

Leia mais:
Abaixo você pode continuar a
leitura do artigo
Fique atento! PM traz dicas valiosas para escapar dos golpistas do PIX
O que é o projeto de lei 133/2022?
O projeto de lei 133/2022, aprovado na CCJ, estabelece uma série de obrigações para as instituições financeiras e órgãos de segurança pública e Judiciário, com o objetivo de garantir o ressarcimento dos valores extraviados em golpes financeiros, como os realizados via PIX. A proposta altera o Código de Defesa do Consumidor (CDC) de 1990, com foco na proteção do consumidor contra fraudes bancárias.
O texto, que foi modificado pelo relator senador Jorge Kajuru (PSB-GO), estabelece que, em caso de transferência indevida de recursos, os bancos e as autoridades competentes devem agir para identificar os responsáveis pela transação, bloquear os valores (se ainda existirem) e devolvê-los à vítima.
Como funciona o projeto de ressarcimento do PIX?
A principal medida do projeto é a obrigatoriedade de que as instituições financeiras tentem devolver o dinheiro perdido pelas vítimas de fraudes no PIX. Para isso, os bancos deverão tomar providências para identificar as instituições financeiras envolvidas nas transações fraudulentas e os recebedores dos valores.
Em caso de golpe, o banco deverá bloquear os valores ainda disponíveis, com a intenção de evitar que os criminosos se beneficiem do dinheiro indevido. O ressarcimento da vítima será realizado, e, caso os responsáveis pela transação sejam identificados, estarão sujeitos às sanções previstas pela lei.
O projeto visa proteger os consumidores de fraudes que muitas vezes são difíceis de rastrear, especialmente aquelas realizadas com a rapidez do PIX. Essa proposta surge em um momento de aumento expressivo de golpes bancários envolvendo esse sistema de pagamentos instantâneos.
O que muda para as instituições financeiras?
As instituições financeiras terão a obrigação de agir de forma mais proativa para evitar e corrigir danos aos consumidores em caso de fraudes. O Banco Central já exige que os bancos sigam diretrizes de segurança para o sistema PIX, mas a nova proposta reforça a responsabilidade dos bancos, incluindo a necessidade de recuperar os valores e responsabilizar os envolvidos.
O senador Kajuru, relator do projeto, destacou a importância de criar regras claras para as instituições financeiras, garantindo a segurança dos consumidores e impedindo que os bancos se isentem da responsabilidade. “A inclusão deste comando no Código de Defesa do Consumidor torna as instituições mais responsáveis pelas fraudes no sistema de pagamento e aumenta a proteção ao consumidor”, afirmou o senador.
O que o projeto exclui?
Embora a proposta tenha sido aprovada com modificações, algumas medidas sugeridas originalmente foram excluídas. A proposta inicial incluía a criação de senhas de segurança para transferências via PIX em casos de sequestro e a exigência de que o Banco Central implementasse medidas operacionais específicas, como o fechamento de contas de criminosos após condenação.
No entanto, o relator considerou que esses detalhes operacionais são mais adequados para regulamentações infralegais, como decretos e portarias, e não para legislações que alteram diretamente o Código de Defesa do Consumidor. Por isso, essas especificações foram retiradas do texto final.
O que significa essa aprovação para os consumidores?
Se o projeto for aprovado em outras instâncias, ele representará uma vitória importante para os consumidores brasileiros, especialmente para aqueles que são vítimas de golpes financeiros. A proposta traz mais proteção ao sistema PIX e cria um mecanismo de ressarcimento mais ágil e eficiente, o que poderia reduzir significativamente o impacto das fraudes no bolso dos consumidores.
Além disso, a responsabilidade dos bancos será mais claramente definida, garantindo que as vítimas não fiquem desamparadas após sofrerem um golpe. A possibilidade de bloqueio imediato e ressarcimento dos valores traz um alívio importante para aqueles que enfrentam os danos financeiros de um golpe.

O que ainda falta para o projeto se tornar lei?
Após a aprovação na CCJ, o projeto segue agora para a Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC), onde será analisado antes de ser encaminhado para o plenário do Senado. Caso seja aprovado, a proposta ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados, onde poderá ser revisada e modificada.
Se tudo ocorrer conforme o esperado, o projeto de ressarcimento para vítimas de golpes do PIX pode se tornar uma realidade nos próximos meses, oferecendo mais segurança aos consumidores e aumentando a responsabilidade das instituições financeiras na proteção contra fraudes.
Considerações finais
O avanço do projeto que obriga os bancos a ressarcirem as vítimas de golpes do PIX é um passo importante para aumentar a segurança nas transações financeiras e proteger os consumidores brasileiros. A proposta ainda precisa passar por mais etapas legislativas, mas já demonstra o compromisso do Congresso em combater fraudes financeiras e garantir o respeito aos direitos dos cidadãos.
Fique atento às atualizações sobre o andamento do projeto, pois ele pode trazer mudanças significativas na forma como os brasileiros se relacionam com os sistemas de pagamento e o mercado financeiro.




