A pensão por morte do INSS é um dos benefícios mais importantes para garantir o sustento dos dependentes após a perda de um segurado. Em 2025, o benefício passa por atualizações importantes, acompanhando o novo salário mínimo e mantendo regras que exigem atenção aos detalhes por parte dos familiares. Se você quer entender quem pode receber, como funciona o cálculo e o que é preciso para dar entrada, continue lendo que a gente explica tudo de forma simples e direta.
O que é a pensão por morte do INSS?

A pensão por morte é um benefício pago pelo INSS aos dependentes de um segurado que faleceu, seja ele aposentado ou não. O objetivo é oferecer um amparo financeiro à família no momento da perda, garantindo um mínimo de estabilidade até que os dependentes consigam se reorganizar.
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Esse benefício é previsto por lei e tem regras específicas sobre quem tem direito, quanto tempo dura e como é feito o cálculo do valor. Em 2025, o piso do benefício subiu, acompanhando o reajuste do salário mínimo.
Novo valor mínimo da pensão por morte em 2025
Piso reajustado para R$ 1.518
Com o novo salário mínimo nacional definido em R$ 1.518, esse passa a ser o valor mínimo da pensão por morte em 2025. Nenhum pensionista poderá receber menos do que isso, o que representa um alívio para famílias que dependem desse recurso como principal fonte de renda.
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Como é feito o cálculo da pensão?
A fórmula que define quanto cada dependente vai receber continua sendo a mesma, instituída pela Reforma da Previdência em 2019. Funciona assim:
- O valor base da pensão é 50% do valor que o segurado recebia (ou teria direito a receber).
- A esse valor, somam-se 10% por cada dependente.
- O máximo é 100%, independentemente do número de dependentes.
Exemplo prático:
Se o segurado recebia R$ 3.000:
- Valor base: 50% = R$ 1.500
- Com 2 dependentes: R$ 1.500 + 20% (R$ 600) = R$ 2.100
Importante: se o valor calculado for menor que o salário mínimo, o INSS garante o pagamento do piso (R$ 1.518 em 2025).
Quem tem direito à pensão por morte do INSS?
Grupos de dependentes
A lei divide os possíveis beneficiários da pensão por morte em três categorias, chamadas de classes. A prioridade é sempre da classe mais alta. Veja como funciona:
Classe 1 – prioridade máxima:
- Cônjuge ou companheiro(a)
- Filhos menores de 21 anos (não emancipados)
- Filhos com deficiência (sem limite de idade)
Classe 2 – somente se não houver ninguém na Classe 1:
- Pais do segurado, desde que dependessem economicamente dele
Classe 3 – somente se não houver ninguém nas classes anteriores:
- Irmãos menores de 21 anos ou com deficiência, também com dependência econômica comprovada
Regras para cônjuges e companheiros
É necessário comprovar união estável ou casamento na data do falecimento. No caso de união recente (menos de 2 anos) ou com menos de 18 contribuições do segurado, a pensão pode ser negada, a não ser que haja filhos em comum ou falecimento por acidente.
Duração do benefício: até quando a pensão é paga pelo INSS?
Para cônjuges e companheiros
A duração da pensão depende da idade do dependente no momento do óbito e do tempo de contribuição do segurado. Veja a tabela de duração:
| Idade do dependente | Duração do benefício |
|---|---|
| Menos de 22 anos | 3 anos |
| 22 a 27 anos | 6 anos |
| 28 a 30 anos | 10 anos |
| 31 a 41 anos | 15 anos |
| 42 a 44 anos | 20 anos |
| 45 anos ou mais | Vitalício |
Importante: para o benefício vitalício, o relacionamento deve ter pelo menos 2 anos, e o segurado precisa ter contribuído por 18 meses. Essas exigências caem em caso de morte por acidente.
Para filhos
- Menores de 21 anos recebem o benefício até completarem essa idade.
- Filhos com deficiência grave recebem o benefício por toda a vida, desde que comprovado em perícia do INSS.
Como pedir a pensão por morte do INSS?
Canais para solicitação
O INSS digitalizou os processos, o que facilita para quem precisa fazer o pedido:
- Portal Meu INSS (meu.inss.gov.br)
- Aplicativo Meu INSS (disponível para Android e iOS)
- Telefone 135 (atendimento de segunda a sábado, das 7h às 22h)
Também é possível agendar atendimento presencial em uma agência, mas essa opção vem sendo cada vez menos utilizada.
Passo a passo no Meu INSS
- Acesse o portal ou app e faça login com CPF e senha.
- Clique em “Agendamentos/Solicitações”.
- Selecione “Pensão por Morte”.
- Preencha os dados e envie os documentos solicitados.
- Acompanhe o andamento do pedido pelo próprio sistema.
Documentos necessários
A lista de documentos varia de acordo com o tipo de dependente. Mas, de forma geral, é preciso reunir:
- Certidão de óbito do segurado
- Documento de identificação (RG e CPF) do dependente
- Comprovação do vínculo (certidão de casamento, declaração de união estável, certidão de nascimento para filhos)
- Comprovantes de dependência econômica (para pais e irmãos)
- Laudos médicos (em casos de deficiência)
- Comprovantes de contribuições do segurado (extrato CNIS, carteira de trabalho)
Fique atento: falta de documentação é uma das principais causas de indeferimento. Em 2023, cerca de 15% dos pedidos foram negados por falhas na papelada.
Prazos importantes para dar entrada no pedido
O INSS estabelece prazos diferentes para cada grupo:
- Menores de 16 anos: até 90 dias após o falecimento para receber desde a data da morte.
- Demais dependentes: até 180 dias após o óbito para ter o direito ao pagamento retroativo.
Se o pedido for feito fora desses prazos, o benefício só começa a ser pago a partir da data da solicitação, e você pode perder valores retroativos.
Pagamento da pensão em 2025: datas e calendário
Os pagamentos seguem o calendário anual do INSS, que é organizado de acordo com o valor do benefício e o número final do cartão (sem o dígito). Veja as diretrizes:
- Quem recebe até 1 salário mínimo (R$ 1.518): recebe nos últimos 5 dias úteis do mês.
- Quem recebe acima de 1 salário mínimo: pagamento no início do mês seguinte.
Datas de referência:
- Janeiro: começa em 27/01 (piso) e 03/02 (acima do piso)
- Fevereiro: 24/02 (piso) e 03/03 (acima)
- Dezembro: 25/11 (piso) e 01/12 (acima)
É possível acumular a pensão com outros benefícios?

Sim, mas com limitações.
Desde 2019, quem tem direito a dois benefícios (como pensão + aposentadoria) não recebe os dois integralmente. O benefício de maior valor é pago na íntegra. O segundo segue uma tabela de redução:
- 60% do valor até 1 salário mínimo
- 40% entre 1 e 2 salários
- 20% entre 2 e 3 salários
- 10% entre 3 e 4 salários
- Nada acima disso
Se tiver dúvidas sobre o impacto financeiro disso, o ideal é simular no Meu INSS ou pedir orientação.
Conclusão: fique por dentro para não perder o benefício do INSS
A pensão por morte é uma rede de proteção essencial para milhões de famílias brasileiras, e em 2025 continua sendo um dos pilares do sistema previdenciário. Com as regras bem definidas, entender quem tem direito, como calcular o valor e quais documentos apresentar pode fazer toda a diferença entre ter o pedido aprovado ou negado.
Por isso, organização e informação são as melhores ferramentas para garantir esse direito. Mantenha os documentos do segurado atualizados, acompanhe prazos e, se surgir dúvida, o INSS oferece canais digitais e telefone para ajudar.
Imagem: Freepik e Canva




