A revolução dos pagamentos digitais está em andamento, e o Pix e o Drex estão na linha de frente dessa transformação. Com o crescimento das carteiras digitais e a automação no varejo, os cartões físicos podem estar com os dias contados.
Mas será que esses novos meios de pagamento realmente substituirão os cartões? E como o mercado financeiro está reagindo a essa mudança? Entenda a seguir!
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Pix e Drex: o que são e como funcionam?

Pix: uma revolução consolidada
Desde seu lançamento em 2020, o Pix revolucionou os pagamentos no Brasil. Com transferências instantâneas e gratuitas, ele rapidamente se tornou o método preferido dos brasileiros. Agora, com a chegada do Pix por Aproximação e do Pix Automático, o sistema promete mais conveniência, permitindo pagamentos recorrentes e transações ainda mais ágeis.
O Pix por Aproximação permitirá que usuários paguem apenas aproximando o celular do terminal de pagamento, eliminando a necessidade de QR Codes. Já o Pix Automático facilitará transações recorrentes, como assinaturas e contas mensais, funcionando de maneira semelhante ao débito automático dos bancos.
Drex: o real digital
O Drex é a moeda digital do Banco Central, prevista para ser lançada em 2025. Diferente do Pix, que funciona como meio de pagamento, o Drex será uma versão digital do real, permitindo contratos inteligentes e transações programadas sem intermediários. Isso significa que empresas e consumidores poderão realizar pagamentos automáticos, seguros e sem burocracia.
Com a utilização da tecnologia blockchain, o Drex garantirá mais segurança e rastreabilidade nas transações financeiras. Isso pode abrir espaço para um novo mercado de serviços financeiros descentralizados, eliminando intermediários como bancos e operadoras de cartão.
Crescimento do Pix e o impacto nos cartões
Pix deve superar os cartões até 2027
Um relatório da fintech EBANX aponta que o Pix crescerá 35% ao ano até 2027, ultrapassando os cartões como principal meio de pagamento no comércio eletrônico. A expectativa é que o Pix Automático movimente R$ 176,2 bilhões nos próximos dois anos, consolidando-se como uma solução para pagamentos recorrentes.
Transferências diretas desafiam cartões de crédito
O mesmo estudo indica que pagamentos baseados em contas crescerão 28% ao ano, enquanto o uso de cartões de crédito avançará apenas 13%. Esse cenário reflete uma mudança de comportamento do consumidor, que busca mais agilidade e menos taxas.
O modelo tradicional de pagamentos com cartões envolve diversas taxas para lojistas e consumidores, como tarifas de anuidade e juros do rotativo do cartão de crédito. Com o Pix, essas cobranças são eliminadas, tornando a experiência de compra mais acessível.
Cartões físicos podem desaparecer?
Ascensão das carteiras digitais
Com o avanço das carteiras digitais, como Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay, a necessidade de um cartão físico diminui. Cada vez mais consumidores preferem pagar usando apenas o celular ou smartwatch, eliminando a necessidade de carregar um cartão na carteira.
Automção no varejo e o fim dos cartões
A automação no varejo também acelera essa mudança. Grandes redes já adotam pagamentos sem contato e caixas automáticos, eliminando a necessidade de cartões físicos e até mesmo do dinheiro em espécie.
No Brasil, redes como Assaí e Carrefour implementaram pagamentos por reconhecimento facial, permitindo que clientes paguem suas compras apenas aproximando o rosto do leitor biométrico.
Vantagens e desafios da transição para pagamentos digitais
Vantagens do Pix e Drex sobre os cartões
- Menos custos: Pagamentos digitais reduzem taxas cobradas por bancos e operadoras de cartão.
- Rapidez: O Pix já permite transferências instantâneas, e o Drex trará contratos inteligentes.
- Segurança: Com autenticação biométrica e criptografia, os novos meios de pagamento tornam fraudes mais difíceis.
- Acessibilidade: Pequenos comerciantes podem aceitar pagamentos sem precisar de maquininhas de cartão.
Desafios para a adoção completa
- Inclusão digital: Nem toda a população tem acesso a smartphones e internet.
- Adaptação das empresas: Muitos estabelecimentos ainda dependem das máquinas de cartão.
- Regulação e segurança: O Banco Central precisará garantir a segurança e a confiabilidade do Drex.
- Mudança de hábitos: Parte da população ainda prefere meios tradicionais de pagamento.
O que esperar para o futuro?
O avanço do Pix e a chegada do Drex marcam uma nova era nos pagamentos. Embora os cartões físicos ainda tenham espaço, sua relevância pode diminuir rapidamente. As empresas precisam se adaptar à digitalização e investir em tecnologias que facilitem essa transição.
Se o crescimento dos pagamentos digitais continuar nesse ritmo, os cartões físicos podem, sim, se tornar uma peça de museu em poucos anos. Resta saber se os bancos e operadoras de cartão conseguirão reinventar seus serviços para se manterem relevantes no mercado financeiro.
Imagem: Freepik




