O avanço dos pagamentos por aproximação consolidou essa tecnologia como a principal forma de pagamento presencial no Brasil. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), em 2024, essa modalidade movimentou R$ 1,5 trilhão, um crescimento de 48,3% em relação ao ano anterior.
Com 23,6 bilhões de operações realizadas ao longo do ano, o pagamento por aproximação já representa 67,2% das transações feitas em estabelecimentos físicos. Em média, são realizadas 2,6 milhões de operações a cada hora, reforçando a aceitação dessa tecnologia tanto por consumidores quanto por comerciantes.
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O aumento no uso dessa modalidade reflete uma mudança no comportamento de compra, impulsionada pela praticidade e segurança que a tecnologia oferece. A tendência é que esses números continuem crescendo, especialmente com a popularização de novos dispositivos de pagamento, como celulares e wearables.
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Pagamentos por aproximação: celulares ganham espaço, mas cartões ainda dominam as transações

Participação dos meios de pagamento
Embora os cartões ainda sejam o principal meio de pagamento por aproximação, com 74% das transações, os dispositivos móveis vêm conquistando um espaço cada vez maior. Atualmente, os celulares já representam 33% das operações, evidenciando a forte adesão dos consumidores às carteiras digitais e aplicativos bancários.
Esse crescimento se deve, em grande parte, à facilidade oferecida pelos smartphones, que permitem pagamentos rápidos sem a necessidade do cartão físico. Além disso, o avanço dos wearables, como relógios inteligentes, também contribui para essa mudança no comportamento de consumo.
Setor de cartões cresce e deve ultrapassar R$ 4,5 trilhões em 2025
Crédito segue em alta, enquanto débito apresenta retração
O uso de cartões de crédito, débito e pré-pagos movimentou R$ 4,1 trilhões em 2024, um crescimento de 10,9% em relação ao ano anterior. Para 2025, a expectativa é de um avanço entre 9% e 11%, ultrapassando R$ 4,5 trilhões.
O destaque ficou por conta do cartão de crédito, que manteve sua posição de liderança, registrando R$ 2,8 trilhões em transações, um aumento de 14,6%. Já o cartão de débito teve uma leve queda de 0,1%, totalizando R$ 1 trilhão.
O segmento que apresentou o maior crescimento foi o dos cartões pré-pagos, com uma alta de 18,1%, movimentando R$ 379,4 bilhões. Esse avanço reflete o aumento do uso de cartões recarregáveis, especialmente entre consumidores que buscam maior controle financeiro.
Com a popularização do Pix por aproximação, que deve ser oferecido por todos os bancos a partir de fevereiro, a tendência é que o uso do cartão de débito continue em queda, conforme destacou Giancarlo Greco, presidente da Abecs.
“Quase 75% do uso de meios de pagamento está entre Pix e cartão de crédito. A luta continua sendo contra o papel-moeda. Imaginamos que o cartão de débito vai andar de lado, talvez trazendo uma pequena queda em 2025.”
Parcelamento sem juros impulsiona compras no cartão de crédito
O parcelamento sem juros continua sendo um dos grandes atrativos do cartão de crédito, representando 41% do valor total movimentado nessa modalidade. Entre os consumidores que optam pelo parcelamento, 65% escolhem dividir as compras em até seis vezes sem juros.
O crescimento do setor também foi impulsionado por algumas áreas específicas do comércio. Os pet shops registraram o maior crescimento no varejo, com um aumento de 22%, enquanto o setor de cuidados pessoais liderou no segmento de serviços, com um crescimento de 25%.
Gastos de brasileiros no exterior crescem 19,7%

Europa supera os EUA como destino principal
As compras realizadas por brasileiros no exterior continuaram em expansão em 2024, totalizando US$ 15,8 bilhões, um crescimento de 19,7% em relação ao ano anterior.
A Europa se consolidou como o principal destino dos gastos, com um avanço de 30,9%, atingindo R$ 38,6 bilhões. O continente agora responde por 45% do total das compras feitas no exterior, superando os Estados Unidos, que registraram um crescimento de 23,8%, chegando a R$ 3a0,7 bilhões.
O aumento dos gastos fora do Brasil reflete a retomada das viagens internacionais e o fortalecimento do real frente ao dólar e ao euro ao longo de 2024.
Conclusão
O crescimento dos pagamentos por aproximação reflete uma mudança definitiva na forma como os brasileiros realizam transações presenciais. Com a expansão do uso de celulares e a integração com carteiras digitais, essa tendência deve se fortalecer ainda mais nos próximos anos.
Além disso, o mercado de cartões continua aquecido, impulsionado pelo parcelamento sem juros e pelo aumento dos gastos no exterior. Com a iminente popularização do Pix por aproximação, os próximos anos prometem ainda mais inovações e mudanças no cenário dos meios de pagamento no Brasil.




