O governo federal sancionou a lei 14.898, que reformula a tarifa social de água e esgoto, garantindo mais transparência e ampliando o acesso ao benefício para famílias de baixa renda. A medida uniformiza os critérios de concessão do desconto, que antes variavam de acordo com cada estado ou município.
Com essa mudança, espera-se beneficiar milhões de brasileiros que enfrentam dificuldades financeiras para manter o pagamento dos serviços de abastecimento de água e saneamento básico. A seguir, entenda os principais critérios da nova legislação e como ela impacta os beneficiários.
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O que muda com a nova legislação?
A lei estabelece descontos específicos para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) ou que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A cobrança agora segue um modelo padronizado, tornando o benefício mais acessível e garantindo justiça social na distribuição dos custos.
Critérios para obter a tarifa social de água e esgoto
Para ter direito ao desconto, as famílias precisam atender aos seguintes requisitos:
- estar cadastradas no CadÚnico ou receber o BPC;
- possuir renda per capita de até meio salário mínimo;
- ser titular da unidade consumidora, mesmo que não seja o responsável familiar no CadÚnico;
- utilizar o benefício apenas em uma unidade residencial.
Com essa reformulação, o governo busca não apenas garantir o acesso ao serviço, mas também incentivar o consumo consciente de água.
Como funciona a nova estrutura de cobrança?
O cálculo da tarifa social segue critérios específicos para garantir descontos justos e estimular o uso responsável dos recursos hídricos. Os valores estabelecidos são:
- cobrança fixa: R$ 21,65 pela infraestrutura disponível;
- tarifa por consumo: R$ 1,44 por metro cúbico para até 15m³ de água;
- tarifa para consumo maior: R$ 13,38 por metro cúbico para consumo entre 16 e 25m³.
Esse modelo busca equilibrar o custo da manutenção da rede com a necessidade de garantir acesso aos serviços essenciais para as famílias mais vulneráveis.
Como a mudança impacta os beneficiários atuais?
Antes da aprovação da lei federal, algumas empresas de saneamento, como a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), já ofereciam descontos para famílias de baixa renda. No entanto, os critérios variavam e nem sempre eram padronizados.
Com a nova regulamentação, beneficiários que já tinham acesso à tarifa social continuarão recebendo o desconto pelos próximos dois anos, desde que tenham se inscrito até 10 de dezembro de 2024. Após esse período, será necessário atender aos critérios atualizados para manter o benefício.
Por que a mudança é importante?
A padronização da tarifa social é um passo importante para garantir maior equidade no acesso ao saneamento básico no Brasil. O novo modelo facilita a inclusão de mais famílias no programa, reduzindo desigualdades regionais e proporcionando maior transparência na concessão dos descontos.
Além disso, a exigência de cadastro no CadÚnico ou de recebimento do BPC contribui para a formalização do benefício, evitando fraudes e garantindo que o auxílio chegue a quem realmente precisa.
Como se inscrever para obter o benefício?
As famílias que ainda não recebem o desconto podem se inscrever seguindo os seguintes passos:
- verificar se atendem aos critérios de renda estabelecidos;
- garantir que estejam cadastradas no CadÚnico ou sejam beneficiárias do BPC;
- entrar em contato com a empresa de saneamento da sua região para solicitar a inclusão na tarifa social;
- apresentar documentos comprobatórios, como número do NIS e conta de água em nome do titular.
Após a solicitação, a empresa responsável pelo abastecimento fará a análise e, se aprovado, o desconto será aplicado nas faturas seguintes.
Impacto da nova lei no consumo de água
Com a estrutura de cobrança diferenciada, a expectativa é que os consumidores passem a usar a água de maneira mais consciente, evitando desperdícios. O modelo escalonado de tarifas incentiva as famílias a manterem um consumo dentro do limite mais barato, contribuindo para a preservação dos recursos hídricos.
Além disso, ao tornar o benefício mais acessível, o governo busca reduzir o número de ligações clandestinas, um problema recorrente em áreas de vulnerabilidade social. Com tarifas mais justas, a adesão ao serviço formal tende a aumentar, garantindo melhor qualidade no abastecimento.

O que esperar nos próximos anos?
A implementação da tarifa social reformulada ainda passará por ajustes e regulamentações estaduais para garantir sua aplicação em todo o país. A expectativa é que a medida beneficie milhões de brasileiros e fortaleça o direito ao acesso à água e ao saneamento como um serviço essencial.
Aqueles que já possuem o benefício devem ficar atentos às regras de transição e à necessidade de manter os dados atualizados no CadÚnico. Já os novos beneficiários devem buscar informações junto às concessionárias de água para garantir que possam usufruir dos descontos concedidos pela nova legislação.




