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Onde o novo modelo já está funcionando
O primeiro espaço foi inaugurado na agência da Previdência Social São Paulo-Glicério. Além disso, o projeto também começou a ser implantado em:
- Belo Horizonte (MG)
- Vitória (ES)
A expectativa do INSS é expandir esse modelo gradualmente para outras regiões do país.
O que muda na prática para o segurado
Na prática, o atendimento não deixa de existir, mas muda de formato.
Em vez de depender totalmente de um servidor para resolver demandas, o cidadão passa a usar computadores disponíveis na própria agência, com orientação de funcionários.
O espaço conta com:
- Computadores para acesso ao sistema
- Terminal exclusivo para criar ou recuperar conta Gov.br
- Telefone direto para a central 135
- Servidores disponíveis para orientar o uso
Isso significa que o atendimento passa a ser mais rápido e focado em ensinar o usuário a resolver sozinho suas demandas.
Serviços que podem ser feitos no autoatendimento
Nos terminais, o segurado consegue acessar praticamente os mesmos serviços disponíveis online pelo aplicativo ou site do Meu INSS.
Entre os principais:
- Consulta de pagamentos e extratos
- Verificação de descontos (como empréstimo consignado)
- Agendamento de perícia médica
- Solicitação de benefícios
- Marcação de avaliação social para o BPC/Loas
- Recuperação de senha Gov.br
Ou seja, o espaço funciona como uma ponte entre o atendimento digital e o presencial.
Por que o INSS está adotando esse modelo
Segundo o próprio INSS, o objetivo principal é ampliar a inclusão digital.
Muitos segurados — especialmente idosos e pessoas de baixa renda — ainda enfrentam dificuldades para usar aplicativos ou acessar serviços online. Com isso, acabam dependendo de terceiros ou enfrentando longas filas.
A proposta do novo modelo é:
- Ensinar o cidadão a usar o sistema
- Reduzir a dependência de intermediários
- Acelerar o atendimento nas agências
- Evitar erros em pedidos de benefícios
A ideia, segundo a presidência do INSS, é levar esse tipo de estrutura para todo o Brasil.
Quem mais deve se beneficiar com a mudança
O novo formato tende a ajudar principalmente:
- Idosos com pouca familiaridade digital
- Pessoas sem acesso à internet em casa
- Beneficiários do BPC/Loas
- Segurados que precisam resolver pendências simples
Para quem já usa o aplicativo, o impacto é menor. Mas para quem ainda depende totalmente do atendimento presencial, a mudança pode representar mais agilidade.
Cuidados ao usar o autoatendimento
Mesmo com ajuda disponível, é importante tomar alguns cuidados:
- Não compartilhar senha do Gov.br com terceiros
- Conferir todos os dados antes de enviar pedidos
- Evitar aceitar ajuda de desconhecidos dentro da agência
- Guardar comprovantes de solicitações feitas
Essas medidas ajudam a evitar fraudes e problemas futuros.
Isso substitui o atendimento tradicional?
Não completamente.
O atendimento com servidores continua existindo, principalmente para casos mais complexos. O que muda é que demandas simples passam a ser resolvidas de forma mais rápida nos terminais.
Na prática, o INSS tenta equilibrar tecnologia e atendimento humano.
Vale a pena usar o novo sistema?
Para quem ainda não tem familiaridade com tecnologia, sim. O modelo permite aprender na prática, com apoio de servidores, sem depender de terceiros.
Com o tempo, a tendência é que o próprio segurado consiga resolver tudo pelo celular ou computador, sem precisar ir até uma agência.