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Mutirão concentrou atendimentos em todo o Brasil
As equipes atuaram simultaneamente em todas as regiões, com destaque para o Nordeste, que registrou o maior volume de atendimentos, ultrapassando 13 mil perícias realizadas.
Na sequência aparecem Sudeste, Norte, Centro-Oeste e Sul, o que mostra uma distribuição nacional da operação, ainda que com maior concentração onde a demanda é mais elevada.
Esse tipo de ação emergencial tem sido usado pelo INSS como forma de dar vazão a processos acumulados.
Por que a perícia é um dos maiores gargalos do INSS
A perícia médica é uma etapa obrigatória para concessão de benefícios como o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O problema é que a quantidade de profissionais nem sempre acompanha a demanda. Em muitas regiões, a falta de peritos gera filas longas e atrasos significativos na análise dos pedidos.
Isso impacta diretamente o segurado, que depende da liberação do benefício para garantir renda em momentos de vulnerabilidade.
Teleperícia virou alternativa em regiões com poucos médicos
Uma das soluções adotadas pelo INSS foi ampliar o uso da perícia por teleatendimento.
Nesse modelo, o segurado vai até uma agência, mas a avaliação é feita por videoconferência com um médico que está em outra localidade. A medida tenta compensar a falta de profissionais em determinadas regiões.
Apesar de acelerar o processo, o modelo ainda gera dúvidas entre segurados, principalmente em relação à qualidade da avaliação e aceitação dos resultados.
O que muda para quem está na fila
Para quem aguarda perícia, o mutirão pode significar antecipação do atendimento — mas não elimina totalmente a fila.
Na prática, o impacto depende da região e da demanda local. Em áreas com maior concentração de pedidos, a espera ainda pode continuar elevada, mesmo com ações pontuais como essa.
O que o segurado pode fazer para não atrasar o processo
Mesmo com iniciativas do governo, o tempo de análise também depende da organização do próprio segurado.
É essencial manter documentos atualizados, comparecer no horário agendado e acompanhar o processo pelo Meu INSS. Qualquer ausência ou erro pode gerar remarcação e aumentar ainda mais o prazo.
Mutirões resolvem o problema?
Os mutirões ajudam a reduzir o volume represado, mas não resolvem a causa estrutural do problema, que envolve falta de profissionais e alta demanda.
Especialistas apontam que, sem mudanças mais profundas na estrutura do sistema, ações emergenciais tendem a aliviar momentaneamente, mas não eliminam as filas de forma definitiva.
Conclusão
O mutirão do INSS que antecipou quase 30 mil perícias representa um avanço importante no curto prazo, especialmente para quem aguardava atendimento há meses.
No entanto, a redução das filas ainda depende de soluções estruturais mais amplas. Enquanto isso, acompanhar o processo e manter os dados atualizados continua sendo a melhor estratégia para o segurado.