A ideia de que basta completar 65 anos para se aposentar ainda é comum no Brasil. No entanto, após a reforma da Previdência, essa regra deixou de ser suficiente.
De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social, o benefício só é concedido quando o segurado cumpre todos os critérios legais. Ou seja, idade mínima, tempo de contribuição e carência precisam ser atendidos ao mesmo tempo.
Abaixo você pode continuar a
leitura do artigo
Em 2026, completar 65 anos não garante automaticamente a aposentadoria. É essencial verificar as regras atualizadas e entender qual se aplica ao seu caso.
Requisitos básicos para se aposentar em 2026
A aposentadoria por idade continua sendo uma das principais modalidades no Brasil, mas passou por mudanças importantes com a Emenda Constitucional nº 103.
Hoje, os requisitos principais são:
- Idade mínima exigida
- Tempo mínimo de contribuição
- Carência previdenciária (número mínimo de pagamentos ao INSS)
Esses critérios variam conforme o histórico do trabalhador, principalmente se ele começou a contribuir antes ou depois da reforma.
Leia mais:
Como pagar INSS por conta própria? Passo a passo atualizado
Regra geral após a reforma da Previdência
A regra definitiva vale principalmente para quem começou a contribuir após novembro de 2019.
Requisitos para homens
Para os homens, a idade mínima permanece em 65 anos, mas o tempo de contribuição mudou:
Quem já contribuía antes de 13 de novembro de 2019
- Idade mínima: 65 anos
- Tempo de contribuição: 15 anos
Quem começou após a reforma
- Idade mínima: 65 anos
- Tempo de contribuição: 20 anos
Essa mudança foi implementada para equilibrar o sistema previdenciário no longo prazo.
Requisitos para mulheres
As mulheres passaram a ter regras diferentes após a reforma:
- Idade mínima: 62 anos
- Tempo de contribuição: 15 anos
Na prática, uma mulher com 65 anos em 2026 já terá ultrapassado a idade mínima. Nesse caso, o foco deve estar no tempo de contribuição e na carência.
Regras de transição em 2026
Para quem já contribuía antes da reforma, existem regras de transição que continuam válidas em 2026. Elas podem ser mais vantajosas dependendo do histórico.
Regra de pontos
Essa regra soma idade + tempo de contribuição.
Em 2026:
- Homens: 103 pontos + mínimo de 35 anos de contribuição
- Mulheres: 93 pontos + mínimo de 30 anos de contribuição
Exemplo prático
Um homem com 65 anos e 38 anos de contribuição soma 103 pontos. Nesse caso, já pode se aposentar por essa regra.
Idade mínima progressiva
Outra alternativa é a idade mínima que aumenta gradualmente.
Em 2026:
- Homens: 64 anos e 6 meses + 35 anos de contribuição
- Mulheres: 59 anos e 6 meses + 30 anos de contribuição
Essa regra costuma beneficiar quem começou a trabalhar cedo e manteve contribuições contínuas.
Carência mínima exigida para aposentadoria do INSS
Além da idade e do tempo de contribuição, existe a carência previdenciária, prevista na Lei nº 8.213.
Para a aposentadoria por idade, é necessário:
- 180 contribuições mensais (equivalente a 15 anos)
Podem contar para a carência:
- Tempo rural comprovado
- Períodos de auxílio por incapacidade intercalados
- Contribuições como MEI
Todos esses dados devem constar no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).
Como saber se você já pode se aposentar
A forma mais segura é utilizar o simulador oficial do Instituto Nacional do Seguro Social.
O serviço está disponível no aplicativo e site Meu INSS.
Passo a passo
- Acesse o Meu INSS
- Faça login com sua conta Gov.br
- Clique em “Simular Aposentadoria”
- Confira os dados apresentados
O sistema mostra:
- Tempo de contribuição
- Idade atual
- Pontuação nas regras de transição
- Previsão de aposentadoria
Caso existam erros no cadastro, é possível solicitar correção antes de pedir o benefício.
Como é calculado o valor da aposentadoria
Após a reforma, o cálculo mudou significativamente.
Agora, o valor considera:
- 100% da média de todos os salários desde julho de 1994
Sobre essa média, aplica-se:
- 60% do valor total
- Acréscimo de 2% ao ano adicional
Regras do acréscimo
- Homens: +2% ao ano após 20 anos de contribuição
- Mulheres: +2% ao ano após 15 anos
Exemplo prático
Um trabalhador com média salarial de R$ 3.000 e 25 anos de contribuição:
- 60% da média = R$ 1.800
- Acréscimo de 10% (5 anos extras)
- Valor final: aproximadamente R$ 2.100
Esse cálculo mostra que contribuir por mais tempo pode aumentar significativamente o benefício.
Planejamento previdenciário faz diferença
Muitos trabalhadores perdem dinheiro por falta de planejamento.
Erros comuns incluem:
- Pedir aposentadoria antes do momento ideal
- Não revisar o CNIS
- Ignorar regras de transição mais vantajosas
Um planejamento previdenciário bem feito permite:
- Identificar o melhor momento para se aposentar
- Aumentar o valor do benefício
- Evitar atrasos ou indeferimentos
Na prática, alguns meses ou poucos anos a mais de contribuição podem gerar um aumento relevante na renda mensal.
Considerações finais
Em 2026, completar 65 anos não garante aposentadoria automática. O trabalhador precisa cumprir regras específicas que envolvem tempo de contribuição e carência.
Com as mudanças trazidas pela reforma, entender qual regra se aplica ao seu caso é essencial para não perder dinheiro.
Utilizar o simulador do INSS e revisar o histórico de contribuições são passos fundamentais para tomar a melhor decisão.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital




