O FGTS pode mudar de forma significativa nos próximos anos. Um novo projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados do Brasil propõe alterar a forma de correção do saldo do fundo, utilizando o IPCA como base, além de manter juros de 3% ao ano.
Na prática, a proposta pode aumentar o rendimento das contas vinculadas ao FGTS, o que impacta diretamente milhões de trabalhadores brasileiros que possuem saldo ativo ou inativo no fundo.
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O que exatamente o projeto propõe
O Projeto de Lei 842/26 sugere uma mudança na regra de correção dos depósitos do FGTS. A ideia é que os valores passem a ser atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), garantindo reposição da inflação.
Além disso, o texto mantém a aplicação de juros de 3% ao ano sobre os valores depositados.
Hoje, a correção segue um modelo baseado na poupança, que também inclui juros de 3% ao ano, mas não acompanha integralmente a inflação — o que gera críticas há anos.
Por que essa mudança é relevante
A discussão sobre o rendimento do FGTS não é nova. Muitos especialistas apontam que, em diversos períodos, o fundo perdeu valor real, ou seja, ficou abaixo da inflação.
Com a proposta, o objetivo é evitar essa perda de poder de compra. Na prática, o trabalhador deixaria de ver seu saldo “encolher” ao longo do tempo em termos reais.
O autor do projeto, deputado Albuquerque (Republicanos-RR), defende que a medida pode tornar o FGTS mais justo, moderno e alinhado com os direitos dos trabalhadores.
O que muda no bolso do trabalhador
Se a proposta for aprovada, a principal mudança será no rendimento das contas do FGTS ao longo dos anos.
Hoje, mesmo com distribuição de lucros em alguns períodos, o retorno pode não acompanhar a inflação. Com o IPCA como base fixa, a tendência é que o saldo preserve melhor seu valor.
Isso pode fazer diferença especialmente para quem:
- Mantém valores no FGTS por longos períodos
- Não utiliza frequentemente o saque
- Depende do fundo como reserva para situações específicas
A proposta já está valendo?
Não. O projeto ainda está em fase inicial de tramitação.
Ele será analisado por comissões da Câmara, incluindo Trabalho, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça. Como tramita em caráter conclusivo, pode avançar sem votação em plenário, mas ainda precisa passar por todas as etapas legislativas.
Depois disso, também será necessário aprovação no Senado e sanção presidencial para virar lei.
Por que o tema volta ao debate agora
A correção do FGTS tem sido tema recorrente nos últimos anos, inclusive com discussões no Judiciário sobre a necessidade de garantir ao menos a reposição da inflação.
Esse novo projeto surge justamente nesse contexto, tentando resolver o problema por meio de mudança legislativa.
O que o trabalhador deve fazer neste momento
Neste estágio, não há nenhuma ação prática a ser tomada. As regras atuais continuam valendo normalmente.
No entanto, acompanhar o andamento do projeto é importante, principalmente para quem tem saldo relevante no FGTS ou utiliza o fundo como planejamento financeiro.
Conclusão
O Projeto de Lei 842/26 reacende uma discussão importante sobre o rendimento do FGTS no Brasil. Ao propor correção pelo IPCA, a medida tenta garantir que o dinheiro do trabalhador não perca valor com o tempo.
Apesar do potencial impacto positivo, a mudança ainda depende de aprovação no Congresso e não tem prazo definido para entrar em vigor.




