O mercado financeiro brasileiro está acompanhando de perto a mais significativa sequência de quedas do dólar em 20 anos. Em meio a reviravoltas nas negociações internacionais, o dólar acumula 11 quedas consecutivas, o que resulta na menor cotação desde novembro do ano passado.
Essa tendência reflete não apenas os movimentos de política externa dos Estados Unidos, mas também o comportamento instável do mercado financeiro global.
A diminuição do valor do dólar foi impulsionada pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar o aumento das tarifas comerciais sobre produtos mexicanos.
Esse recuo, acompanhado pelo anúncio de negociações entre o governo dos EUA e o México, provocou uma inversão no movimento da moeda norte-americana, que chegou a ser negociada a R$ 5,90 durante a tarde, mas fechou o dia em R$ 5,815, uma queda de 0,38%.
Sequência de quedas e desempenho do mercado
Com esse novo recuo, o dólar acumula uma queda de 5,88% em 2025. Desde o dia 17 de janeiro, a moeda dos Estados Unidos não registra alta, tornando essa a maior sequência de perdas diárias desde o início de 2005.
O mercado de ações também não teve um dia totalmente positivo: o índice Ibovespa, da B3, fechou com leve queda de 0,13%, embora tenha demonstrado otimismo durante a manhã, chegando a subir 0,25%.
Moedas emergentes e o efeito global
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Além da queda do dólar, o euro também foi afetado. A moeda europeia encerrou o dia cotada a R$ 5,981, a menor taxa desde outubro de 2024.
Esse desempenho reflete a reação do mercado financeiro aos anúncios de Trump e às negociações entre os governos dos EUA e do México. A suspensão temporária do aumento das tarifas foi vista com alívio pelos mercados emergentes, incluindo o Brasil.