Contribuir para o Instituto Nacional do Seguro Social é essencial para garantir direitos como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade. Mesmo quem não tem carteira assinada pode — e em alguns casos deve — pagar o INSS por conta própria.
Neste guia completo, você entende quem pode contribuir, quais são os valores atualizados, como emitir a guia e evitar erros comuns que podem comprometer seus benefícios.
Abaixo você pode continuar a
leitura do artigo
Leia mais:
FGTS 2026: veja como funcionam as novas regras
Quem pode pagar INSS por conta própria
Antes de tudo, é fundamental identificar em qual categoria você se encaixa. Isso define tanto o valor quanto a forma de contribuição.
Contribuinte individual
O contribuinte individual é quem exerce atividade remunerada sem vínculo empregatício. É o caso de:
- Autônomos (motoristas de aplicativo, diaristas, freelancers)
- Profissionais liberais (advogados, dentistas, designers)
- Empresários e sócios de empresas
Também entram nessa categoria:
- Produtor rural pessoa física
- Líder religioso remunerado
- Brasileiro que trabalha no exterior em organismo internacional
Nesse caso, o pagamento ao INSS é obrigatório.
Segurado facultativo
O segurado facultativo é a pessoa com mais de 16 anos que não exerce atividade remunerada, mas deseja contribuir para garantir proteção previdenciária.
Exemplos comuns:
- Donas de casa
- Estudantes
- Desempregados
Aqui, a contribuição é opcional, mas altamente recomendada para manter a qualidade de segurado.
Microempreendedor individual (MEI)
O Microempreendedor Individual tem um modelo simplificado de contribuição.
Nesse caso, o pagamento do INSS já está incluído no DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), equivalente a 5% do salário mínimo.
Alíquotas e valores atualizados do INSS
Os valores de contribuição variam conforme a categoria e o plano escolhido. Em 2026, o salário mínimo nacional está em torno de R$ 1.412 (valor base atualizado), o que impacta diretamente os cálculos.
Plano normal (20%)
Indicado para quem deseja se aposentar com valor acima do salário mínimo.
- Alíquota: 20%
- Base: entre o salário mínimo e o teto previdenciário
- Código GPS:
- 1007 (contribuinte individual)
- 1406 (facultativo)
- 1007 (contribuinte individual)
Exemplo prático:
Se contribuir sobre R$ 1.412 → pagamento de R$ 282,40
Plano simplificado (11%)
Voltado para quem quer pagar menos, mas aceita receber apenas um salário mínimo na aposentadoria.
- Alíquota: 11%
- Código GPS:
- 1163 (contribuinte individual)
- 1473 (facultativo)
- 1163 (contribuinte individual)
Exemplo:
R$ 1.412 × 11% = R$ 155,32
Baixa renda (5%)
Exclusivo para segurados facultativos de baixa renda inscritos no CadÚnico.
- Alíquota: 5%
- Código GPS: 1929
Exemplo:
R$ 1.412 × 5% = R$ 70,60
Importante: esse plano também limita o benefício ao salário mínimo.
Como emitir a guia GPS passo a passo
A Guia da Previdência Social (GPS) é o documento usado para pagar o INSS de forma individual.
Passo a passo atualizado
- Acesse o site da Receita Federal do Brasil
- Procure pela opção “Emitir GPS”
- Informe seu NIT, PIS ou PASEP
- Escolha a categoria (individual ou facultativo)
- Preencha o mês de contribuição (competência)
- Informe o valor ou salário de contribuição
- Selecione o código de pagamento correto
- Gere a guia
Após isso, você pode:
- Imprimir o boleto
- Pagar pelo internet banking
- Copiar o código para pagamento via aplicativo bancário
Prazo para pagamento do INSS
O prazo padrão para pagar a contribuição é até o dia 15 do mês seguinte ao trabalhado.
Exemplo:
Competência de março → pagamento até 15 de abril
Se o dia 15 cair em fim de semana ou feriado, o vencimento passa para o próximo dia útil.
Atrasos geram juros e multa, conforme regras da Receita Federal do Brasil.
Principais erros ao pagar INSS por conta própria
Muitos brasileiros enfrentam problemas ao solicitar benefícios por falhas simples no pagamento. Veja os erros mais comuns:
Escolher o código errado
Cada tipo de contribuinte tem um código específico. Um erro aqui pode invalidar o recolhimento.
Contribuir abaixo do mínimo
Pagamentos abaixo do salário mínimo podem não ser considerados para fins de aposentadoria.
Não manter regularidade
Ficar meses sem contribuir pode fazer você perder a qualidade de segurado, prejudicando acesso a benefícios como auxílio-doença.
Não guardar comprovantes
Manter registros é essencial caso seja necessário comprovar contribuições futuramente.
Vale a pena pagar INSS por conta própria
Sim, especialmente para quem não tem vínculo formal. A contribuição garante acesso a benefícios importantes, como:
- Aposentadoria por idade ou invalidez
- Auxílio-doença
- Salário-maternidade
- Pensão por morte para dependentes
Segundo o próprio Instituto Nacional do Seguro Social, manter contribuições regulares é o principal requisito para acesso à proteção previdenciária.
Dicas práticas para não errar
Planeje o tipo de contribuição
Se você pretende se aposentar com valor maior, o plano de 20% é mais indicado.
Use o Meu INSS
O aplicativo Meu INSS permite consultar contribuições, simular aposentadoria e acompanhar seu histórico.
Regularize atrasos com orientação
Antes de pagar contribuições em atraso, consulte um contador ou especialista para evitar pagamentos indevidos.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital




