O calendário do abono salarial do PIS/Pasep 2026 começou em fevereiro e segue até agosto, conforme cronograma divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Os pagamentos são feitos pela Caixa Econômica Federal, no caso do PIS, e pelo Banco do Brasil, para quem tem Pasep.
Neste ano, cerca de 25,4 milhões de trabalhadores devem receber o benefício, somando aproximadamente R$ 32,3 bilhões liberados ao longo do calendário. O prazo para saque vai até o fim de dezembro de 2026.
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Para os nascidos em fevereiro, por exemplo, o pagamento está previsto para 15 de março.
Calendário de pagamento do PIS/Pasep 2026
Os depósitos seguem a data de nascimento do trabalhador ou servidor público:
- Janeiro — 15 de fevereiro
- Fevereiro — 15 de março
- Março e abril — 15 de abril
- Maio e junho — 15 de maio
- Julho e agosto — 15 de junho
- Setembro e outubro — 15 de julho
- Novembro e dezembro — 15 de agosto
Mesmo que o trabalhador não saque na data exata da liberação, o valor permanece disponível até o último dia útil do calendário bancário de 2026.
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Quem tem direito ao PIS/Pasep em 2026
O abono é destinado a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos (Pasep) que cumpram todos os critérios abaixo no ano-base 2024:
Cadastro mínimo de cinco anos
É necessário estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, contados do primeiro vínculo formal.
Renda média limitada
Em 2026, o limite de renda média mensal é de até R$ 2.766 no ano-base 2024. Esse valor passou a ser corrigido apenas pela inflação, conforme regra de transição aprovada em pacote fiscal no fim de 2024.
Antes, o critério era de até dois salários mínimos. Agora, o teto será reajustado pela inflação até se equiparar a 1,5 salário mínimo, previsão estimada para ocorrer até 2035.
Tempo mínimo trabalhado
É preciso ter exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias em 2024, consecutivos ou não.
Dados informados corretamente
O empregador deve ter informado corretamente os dados no eSocial. Erros ou omissões podem impedir o pagamento.
Não têm direito ao abono empregados domésticos e trabalhadores contratados por pessoa física, seja na área urbana ou rural.
Qual é o valor do PIS/Pasep 2026?
O valor é proporcional ao número de meses trabalhados em 2024. Em 2026, o cálculo considera o salário mínimo vigente de R$ 1.621.
A conta funciona assim:
Salário mínimo ÷ 12 × número de meses trabalhados
Cada mês trabalhado garante aproximadamente R$ 136. Quem trabalhou os 12 meses do ano-base recebe o valor integral de R$ 1.621.
Exemplo prático:
Um trabalhador que atuou por seis meses em 2024 receberá cerca de R$ 810.
Esse modelo garante proporcionalidade e segue as regras do Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Como consultar se você vai receber
A consulta pode ser feita de forma digital, principalmente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.
Passo a passo:
- Acesse com CPF e senha do portal Gov.br
- Clique em “Benefícios”
- Selecione “Abono Salarial”
Também é possível consultar pelos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem, no caso do PIS.
Para atendimento humano, o telefone 158 do Ministério do Trabalho está disponível gratuitamente.
Como o pagamento do PIS/Pasep é feito?
Para trabalhadores da iniciativa privada
A Caixa Econômica Federal realiza o crédito prioritariamente em conta corrente, poupança ou Conta Digital.
Quem não tem conta recebe por meio da poupança social digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem, ou pode sacar em agências, lotéricas e terminais de autoatendimento.
Para servidores públicos
O pagamento do Pasep é feito pelo Banco do Brasil.
O crédito ocorre preferencialmente em conta bancária, mas também pode ser feito via Pix, TED ou saque presencial.
O que acontece se não sacar o PIS/Pasep até dezembro?
O prazo final para saque é o último dia útil do calendário bancário de 2026. Após essa data, o valor retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Ainda assim, o trabalhador não perde imediatamente o direito. A legislação permite solicitar o valor em até cinco anos após o encerramento do calendário anual, conforme resolução do Conselho Deliberativo do FAT.
Nesse caso, o pedido deixa de ser automático e passa a exigir requerimento formal junto ao Ministério do Trabalho.
Por que as regras ficaram mais rígidas?
As mudanças fazem parte de uma política de ajuste fiscal aprovada no fim de 2024. O objetivo do governo federal foi reduzir o ritmo de crescimento das despesas obrigatórias.
Com a nova regra de transição, o número de beneficiários do PIS/Pasep tende a diminuir gradualmente ao longo dos próximos anos, concentrando o benefício em trabalhadores de renda mais baixa.
Especialistas avaliam que o impacto será maior para quem recebe entre 1,5 e dois salários mínimos, faixa que deixará de ser contemplada quando a transição for concluída.
Impacto econômico do PIS/Pasep
Com mais de R$ 32 bilhões injetados na economia, o abono salarial tem forte efeito no consumo, principalmente no comércio local.
Historicamente, parte relevante do valor é utilizada para quitar dívidas, pagar contas básicas e reforçar o orçamento familiar no primeiro semestre do ano.
Para muitos trabalhadores, o benefício funciona como uma espécie de “14º salário”, ajudando no planejamento financeiro.
Fique atento aos dados do empregador
Um dos principais motivos de bloqueio do pagamento do PIS/Pasep é erro na declaração das informações pelo empregador.
Caso o trabalhador identifique inconsistências, deve procurar a empresa responsável pelo vínculo em 2024 para correção no eSocial. Sem a regularização, o sistema pode não reconhecer o direito ao abono.
Manter os dados atualizados e acompanhar a Carteira de Trabalho Digital evita surpresas no calendário.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital




