A medida busca dar fôlego às famílias de baixa renda, principalmente em um cenário de alta nos preços e aumento da pressão sobre o orçamento doméstico. Os repasses seguem o calendário tradicional do Bolsa Família, conforme o final do Número de Identificação Social (NIS).
O benefício é voltado para os brasileiros que têm o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado e que cumprem as condicionalidades exigidas pelos programas sociais, como frequência escolar dos filhos e acompanhamento de saúde. A inclusão no Auxílio Gás é feita automaticamente para os mais vulneráveis, com base nas informações registradas no CadÚnico.
Famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, estão entre as principais beneficiadas. Mulheres chefes de família, famílias indígenas e quilombolas também têm prioridade nos pagamentos.
O pagamento será feito por meio do aplicativo Caixa Tem, onde os beneficiários também podem consultar valores e datas, além de realizar transferências ou efetuar o saque em caixas eletrônicos ou casas lotéricas.
Calendário de pagamentos em abril
Os depósitos seguem o número final do NIS:
15 de abril – NIS final 1
16 de abril – NIS final 2
17 de abril – NIS final 3
22 de abril – NIS final 4
23 de abril – NIS final 5
24 de abril – NIS final 6
25 de abril – NIS final 7
28 de abril – NIS final 8
29 de abril – NIS final 9
30 de abril – NIS final 0
Como consultar e sacar o valor
Para saber se o pagamento de R$ 708 está disponível, o beneficiário deve acessar o aplicativo Caixa Tem com CPF e senha cadastrados. Lá, é possível ver a data de liberação, saldo disponível e as opções para saque ou movimentação dos recursos.
Quem preferir atendimento por telefone pode ligar para o número 121, do Ministério do Desenvolvimento Social, ou 111, da Caixa. É importante manter os dados atualizados no CadÚnico e acompanhar os canais oficiais para evitar fraudes.
Importância do pagamento para famílias e economia local
Imagem: Freepik
O pagamento unificado de R$ 708 ajuda as famílias a enfrentarem os gastos com alimentação, gás de cozinha e outras despesas básicas. O Auxílio Gás, especificamente, é liberado bimestralmente e garante o valor médio de um botijão de 13 kg.
Além de atender às necessidades imediatas, os valores também contribuem para aquecer o comércio local, uma vez que o consumo se concentra em mercados, farmácias e estabelecimentos próximos às comunidades beneficiadas. Essa movimentação ajuda a impulsionar a economia de bairros periféricos, gerando um ciclo positivo de consumo.
Outro ponto importante é a previsibilidade do calendário, que permite aos beneficiários se organizarem melhor financeiramente. Ao saber com antecedência quando o recurso será depositado, é possível planejar compras, pagamentos de contas e até pequenas economias.
Ampliação do impacto social
Especialistas em políticas públicas apontam que o repasse simultâneo dos dois benefícios potencializa o alcance do apoio social. A junção dos valores amplia o poder de compra e diminui a pressão sobre outros recursos da família, como empréstimos ou trabalhos informais mal remunerados.
A longo prazo, essa integração de políticas assistenciais pode ajudar a reduzir desigualdades, especialmente quando combinada com investimentos em educação, qualificação profissional e saúde. O governo federal vem sinalizando que programas como o Bolsa Família e o Auxílio Gás continuarão sendo pilares do suporte social em 2025.