O Governo Federal confirmou a antecipação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para moradores de municípios da Zona da Mata de Minas Gerais afetados por fortes chuvas. A medida busca garantir renda imediata a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social, especialmente em cidades que tiveram estado de calamidade pública reconhecido oficialmente.
O anúncio foi feito após reuniões entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. A prioridade, segundo o governo, é acelerar o repasse de recursos para reduzir os impactos sociais provocados pelas enchentes.
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O que é o BPC e quem tem direito
O Benefício de Prestação Continuada é um benefício assistencial previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). Ele garante um salário mínimo mensal a:
- Idosos com 65 anos ou mais
- Pessoas com deficiência de qualquer idade
- Famílias com renda por pessoa inferior a 1/4 do salário mínimo
Em 2026, o valor do benefício é de R$ 1.518, equivalente ao salário mínimo vigente.
Diferente da aposentadoria, o BPC não exige contribuição ao INSS. A gestão do pagamento é feita pelo Instituto Nacional do Seguro Social, mas a concessão depende de inscrição e atualização no CadÚnico.
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Quais cidades da zona da mata foram contempladas
A antecipação vale para municípios com decreto de calamidade reconhecido pelo Governo Federal. Entre as cidades da Zona da Mata mineira que aparecem como prioridade estão:
- Juiz de Fora
- Ubá
- Matias Barbosa
Nessas localidades, os beneficiários não precisam aguardar o calendário tradicional escalonado pelo número final do NIS. O saque pode ser realizado de forma unificada já no início do cronograma de março.
Como funciona a antecipação do BPC
A antecipação permite ao beneficiário receber antes do calendário oficial uma parcela mensal do benefício.
Valor liberado
O valor corresponde a uma mensalidade integral do BPC, ou seja, R$ 1.518 em 2026.
Possibilidade de segunda parcela
Em situações excepcionais e mediante análise, pode ser autorizada a antecipação de uma segunda parcela, especialmente em casos de perda total de bens ou moradia.
Reembolso
- O valor antecipado será descontado posteriormente
- O prazo de devolução pode chegar a 36 meses
- Não há cobrança de juros ou encargos
Carência para início dos descontos
Os descontos só começam após 90 dias do recebimento da antecipação, o que garante um período de respiro financeiro para as famílias afetadas.
Onde solicitar
O pedido deve ser feito no banco onde o benefício é pago, mediante assinatura de um Termo de Opção. Não é necessário novo pedido no INSS, desde que o município esteja oficialmente reconhecido em estado de calamidade.
Bolsa família também teve calendário unificado
Além do BPC, beneficiários do Bolsa Família que residem nas mesmas cidades também tiveram o calendário de março unificado.
Isso significa que:
- O pagamento não segue a ordem tradicional pelo final do NIS
- Todos recebem no primeiro dia do calendário oficial
- O saque pode ser feito imediatamente
A estratégia amplia o impacto econômico da medida. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a liberação concentrada de recursos ajuda a movimentar o comércio local e acelera a recuperação das cidades atingidas.
Impacto econômico nas cidades atingidas
A antecipação do BPC e a unificação do Bolsa Família funcionam como injeção emergencial de recursos. Em municípios de médio porte como Juiz de Fora e Ubá, milhares de famílias dependem desses benefícios como principal fonte de renda.
Na prática, o dinheiro é utilizado para:
- Compra de alimentos
- Aquisição de medicamentos
- Reposição de móveis e eletrodomésticos
- Pagamento de contas básicas
O governo federal também anunciou repasse de recursos às prefeituras para estruturação de abrigos e apoio humanitário. A previsão é de R$ 20 mil para cada grupo de 50 pessoas desabrigadas, fortalecendo a rede local de assistência social.
Quem não mora em área de calamidade pode antecipar
Não. A antecipação é uma medida excepcional, válida apenas para municípios com decreto de calamidade pública reconhecido oficialmente pelo Governo Federal.
Quem reside em outras regiões segue o calendário normal de pagamentos do INSS.
Como saber se o município está incluído
O reconhecimento oficial é publicado no Diário Oficial da União após análise da Defesa Civil Nacional. O cidadão pode:
- Consultar a prefeitura
- Verificar o site do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social
- Acompanhar comunicados do INSS
Também é possível confirmar informações pelo aplicativo Meu INSS ou diretamente no banco pagador.
Por que a medida é considerada emergencial
Eventos climáticos extremos têm sido cada vez mais frequentes no Brasil. Em regiões vulneráveis, a perda de bens e moradias pode agravar rapidamente a insegurança alimentar e social.
Ao antecipar o BPC, o governo reduz o tempo de espera por recursos e evita que famílias fiquem sem renda no momento mais crítico.
A medida não representa aumento permanente do benefício, mas sim um adiantamento com regras específicas de devolução.
O que o beneficiário do BPC deve fazer agora
Se você mora na Zona da Mata de Minas Gerais e recebe o BPC:
- Confirme se seu município teve calamidade reconhecida
- Verifique junto ao banco se a antecipação já está disponível
- Avalie a necessidade antes de optar pelo adiantamento
- Leia atentamente o Termo de Opção antes de assinar
Como haverá desconto futuro, o ideal é utilizar o recurso para despesas realmente emergenciais.
A antecipação do BPC na Zona da Mata mostra como políticas assistenciais podem ser adaptadas rapidamente em momentos de crise, combinando proteção social e resposta humanitária.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital




