Em 2024, um levantamento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) revelou dados impressionantes sobre o impacto das mulheres no mercado de trabalho. As beneficiárias do Bolsa Família mostraram-se protagonistas em um cenário de recuperação e crescimento no Brasil, com números que chamam a atenção para a desigualdade e a força de sua presença no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).
Com mais de 700 mil vagas ocupadas, as mulheres se destacaram nas admissões de novos postos de trabalho, representando mais de 50% do total de empregos conquistados pelos beneficiários do programa. Este artigo explora o impacto dessa participação feminina e a relação com o crescimento do mercado de trabalho formal no país.
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Mulheres no Bolsa Família: Maioria nas vagas de emprego
Os dados mais recentes mostram que, em 2024, as mulheres beneficiárias do Bolsa Família foram responsáveis por 57% do total de empregos preenchidos. Das 1.278.765 vagas conquistadas pelo público do programa, 728.896 foram ocupadas por mulheres. Essa proporção reflete a importância crescente das mulheres no mercado de trabalho, especialmente em uma época em que a busca por empregos formais tem sido um desafio para muitos.
O número de admissões de mulheres foi ainda mais expressivo, alcançando 59% das vagas disponíveis. Esse dado mostra que as mulheres têm se destacado não só em termos de permanência no emprego, mas também na entrada no mercado de trabalho. O programa tem ajudado a abrir portas para um público que historicamente enfrentou mais obstáculos no acesso ao trabalho formal.
Saldo de emprego e desigualdade de gênero
Embora as mulheres se mostrem protagonistas em termos de admissões, a distribuição do saldo de empregos entre os gêneros ainda é desigual. Em 2024, o saldo de emprego registrado no CAGED foi positivo, com a criação de 1.693.673 novos postos de trabalho, um aumento de 16,47% em comparação com o ano anterior. Entretanto, as mulheres ficaram com 57% do saldo de empregos, enquanto os homens ocuparam 43%.
Esse cenário reforça a ideia de que, embora as mulheres estejam conseguindo conquistar mais vagas, o mercado de trabalho formal ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar a igualdade de oportunidades entre os gêneros. Além disso, é importante considerar as diferenças salariais que ainda existem, impactando diretamente a equidade econômica.
A importância do Cadastro Único
Outro dado relevante do levantamento foi a análise do impacto do Cadastro Único (CadÚnico) na geração de empregos. Com um saldo de 1.674.501 empregos gerados no total, as mulheres representaram 54% do público beneficiado, ou 920.975 vagas, enquanto os homens preencheram 46% das vagas. Esse dado evidencia a importância do CadÚnico como ferramenta para facilitar o acesso à informação e inclusão de trabalhadores em situação de vulnerabilidade.
O Bolsa Família e o Cadastro Único são fundamentais para a promoção da inclusão social, uma vez que facilitam o acesso ao mercado de trabalho para aquelas pessoas que, sem esses programas, estariam em uma situação de exclusão. Em termos de admissões, 55% das vagas preenchidas foram ocupadas por mulheres e 45% por homens, o que sugere que as políticas de assistência social estão, de fato, promovendo um aumento na participação feminina no mercado de trabalho.
Geração de empregos e crescimento do mercado
O saldo de empregos no CAGED é um reflexo direto da recuperação econômica do país, com a geração de 1.693.673 novos postos de trabalho em 2024. Desses, a grande maioria foi ocupada por pessoas que fazem parte do Cadastro Único, sendo que 75,5% das vagas foram preenchidas por beneficiários do Bolsa Família. Esse número indica que as políticas públicas voltadas para a inclusão social estão, de fato, surtindo efeito, ajudando a reduzir as desigualdades no mercado de trabalho.
Apesar do crescimento, o número de vagas ocupadas por pessoas que não fazem parte do Cadastro Único é bem menor, somando apenas 19.172 postos. Isso mostra que, embora o mercado de trabalho esteja se expandindo, a inclusão social ainda é um dos maiores desafios para o Brasil, especialmente para as camadas mais vulneráveis da sociedade.
Desafios para a inclusão feminina
Embora as mulheres estejam ganhando terreno no mercado de trabalho, ainda existem muitos desafios a serem superados. A desigualdade salarial continua sendo um problema estrutural, com as mulheres ganhando, em média, menos do que os homens. Além disso, a maior inclusão feminina também depende da melhoria de condições de trabalho e da implementação de políticas públicas que promovam a equidade entre os gêneros.
Uma das formas de fortalecer a participação feminina no mercado de trabalho é investir em programas de capacitação e qualificação profissional. Embora o Bolsa Família tenha contribuído significativamente para o aumento da ocupação feminina, é importante que o país adote políticas públicas de longo prazo para garantir que as mulheres possam se manter empregadas e prosperar.
O impacto do Bolsa Família nas mulheres
O Bolsa Família tem sido um instrumento importante para as mulheres, especialmente aquelas que são chefes de família. A possibilidade de acesso a uma renda mínima permite que muitas mulheres busquem uma maior autonomia financeira e possam garantir melhores condições para suas famílias. Essa independência econômica tem sido uma das principais razões pelas quais as mulheres se tornam protagonistas no CAGED e em outros cadastros de emprego formal.
Além disso, o programa tem contribuído para a redução da pobreza e para o empoderamento feminino, oferecendo condições para que as mulheres possam acessar o mercado de trabalho formal com mais facilidade. Esse impacto não deve ser subestimado, pois a participação feminina no mercado de trabalho é fundamental para a transformação social e a melhoria das condições de vida das famílias brasileiras.

Os dados de 2024 mostram que as mulheres beneficiárias do Bolsa Família têm sido responsáveis por uma parte significativa da geração de empregos no Brasil. Embora as desigualdades de gênero ainda existam, a participação feminina no mercado de trabalho tem sido crescente, com as mulheres ocupando mais de 50% das vagas do CAGED.
Esse avanço é um reflexo do impacto positivo das políticas públicas, como o Bolsa Família e o Cadastro Único, que contribuem para a inclusão social e o empoderamento feminino. Para garantir que esse progresso seja contínuo, é essencial que o Brasil invista em políticas que promovam a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho, especialmente no que diz respeito às mulheres.




