A tradicional mesa da Semana Santa está mais cara em 2026 — e o impacto já começa a mudar o comportamento do consumidor brasileiro.
Um levantamento recente realizado pelo MercadoMineiro, entre os dias 22 e 27 de março, em pontos de venda da região metropolitana de Belo Horizonte, revelou variações expressivas nos preços de itens típicos, com diferenças que ultrapassam 250%.
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Na prática, isso significa que preparar o clássico almoço de domingo exige mais planejamento, pesquisa e, muitas vezes, adaptação no cardápio.
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Bacalhau lidera disparada de preços
O bacalhau, símbolo tradicional da Semana Santa, aparece como o principal responsável pelo aumento nos custos.
Diferenças chegam a mais de 250%
Os dados mostram variações impressionantes:
- Bacalhau tipo Saithe: de R$ 49,90 a R$ 175,99 (252,69%)
- Bacalhau Porto Imperial: de R$ 125,90 a R$ 349,90 (177,92%)
Isso indica que o mesmo produto pode custar quase três vezes mais dependendo do estabelecimento.
Por que o bacalhau está tão caro?
Entre os principais fatores estão:
- Produto importado, com impacto do dólar
- Alta demanda no período religioso
- Custos logísticos e de armazenamento
Camarão também dispara e vira item de luxo
O camarão segue a mesma tendência de alta e deixa de ser acessível para muitas famílias.
Variações significativas
- Camarão rosa limpo médio: de R$ 79,90 a R$ 159,80 (100%)
- Camarão sete barbas pequeno: de R$ 41,90 a R$ 105 (150,60%)
O aumento reforça a pressão sobre alimentos considerados “alternativos” ao bacalhau.
Peixes também apresentam forte oscilação
Quem opta por peixes mais acessíveis também encontra preços bastante variados.
Exemplos de variação
- Surubim em posta: de R$ 32,90 a R$ 79,90 (142%)
- Filé de surubim: de R$ 39,90 a R$ 94,90 (137,84%)
- Cascudo: de R$ 15,90 a R$ 38 (138,99%)
- Salmão: de R$ 59,90 a R$ 139 (132,05%)
Essa volatilidade impacta diretamente a escolha do consumidor no momento da compra.
Sardinha surge como alternativa mais barata
Em meio aos aumentos, a sardinha aparece como uma opção mais econômica.
Ainda acessível, mesmo com variação
- Sardinha: de R$ 13,99 a R$ 27,90 (99%)
Apesar da oscilação, continua sendo uma das escolhas mais viáveis para famílias que buscam economizar.
Ovos também sobem e surpreendem consumidores
Tradicional alternativa durante a Quaresma, os ovos também registraram alta.
Valores chamam atenção
- Dúzia de ovos brancos: de R$ 9,90 a R$ 20 (102,02%)
- Pente com 20 unidades: de R$ 12,98 a R$ 22,99 (77,12%)
Isso mostra que até substituições mais simples estão mais caras.
Tendência de alta ao longo do mês
A comparação entre fevereiro e o fim de março confirma o avanço dos preços:
- Bacalhau Porto Imperial: alta de 9,41%
- Bacalhau tipo Cod: aumento de 6,68%
- Tilápia: +3,80%
- Tambaqui: +2,23%
Na contramão, a sardinha teve queda de 4,32%, reforçando seu papel como alternativa econômica.
Como economizar na Semana Santa em 2026
Diante desse cenário, o consumidor precisa adotar estratégias práticas.
Dicas essenciais
- Pesquise antes de comprar: variações passam de 250%
- Substitua ingredientes: sardinha e tilápia podem reduzir custos
- Compre com antecedência: evita preços de última hora
- Avalie qualidade: preços muito baixos podem indicar problemas
Exemplo prático
Uma família que substituir o bacalhau por sardinha pode reduzir significativamente o custo do almoço, mantendo a tradição sem comprometer o orçamento.
Comportamento do consumidor já está mudando
A alta dos preços não apenas pesa no bolso — ela altera hábitos.
Muitos brasileiros estão:
- Reduzindo o consumo de bacalhau
- Optando por pratos mais simples
- Dividindo compras em diferentes mercados
A tendência mostra que tradição e economia precisam caminhar juntas.
O alerta para o consumidor
O cenário da Semana Santa em 2026 reforça um ponto importante: o preço pode variar drasticamente de um estabelecimento para outro.
Pesquisar deixou de ser opção — virou regra.
Além disso, é fundamental equilibrar preço e qualidade para evitar prejuízos à saúde.




