O auxílio-doença é um benefício crucial para os trabalhadores que ficam temporariamente incapazes de exercer suas atividades profissionais devido a problemas de saúde.
Muitas pessoas, no entanto, não sabem que o período em que estão afastadas pelo auxílio-doença pode contar para a aposentadoria. Neste artigo, vamos explicar em detalhes quando esse período é contabilizado no tempo de contribuição para a aposentadoria e quais cuidados os trabalhadores devem ter para evitar prejuízos no cálculo do INSS.
Abaixo você pode continuar a
leitura do artigo
Leia mais:
Imposto de Renda 2025: Quais são as punições para quem não declarar?
Quando o auxílio-doença conta para a aposentadoria?

A legislação previdenciária estabelece condições específicas para que o período em que o trabalhador recebe auxílio-doença seja considerado para a aposentadoria. Vamos entender como isso funciona em diferentes situações.
Afastamento relacionado ao trabalho
Se o trabalhador se afastar devido a uma doença ou acidente relacionado ao trabalho, o tempo de afastamento é automaticamente computado no cálculo do tempo de contribuição para aposentadoria. Isso ocorre porque a legislação reconhece que o trabalhador estava impossibilitado de trabalhar devido a circunstâncias que não são sua responsabilidade, como um acidente de trabalho. Portanto, o período de afastamento será contabilizado sem maiores complicações.
Afastamento não relacionado ao trabalho
Por outro lado, quando o afastamento não está relacionado ao trabalho, a situação muda. Nesse caso, o tempo de afastamento só será considerado para a aposentadoria se o segurado mantiver suas contribuições ao INSS antes e depois do período de afastamento. Ou seja, é necessário que haja um histórico de contribuições que comprove que o trabalhador estava em dia com a Previdência Social antes e após o período de auxílio-doença.
Em outras palavras, para que o tempo de afastamento seja considerado, o trabalhador deve continuar contribuindo ao INSS após o período de afastamento, o que garante a continuidade do vínculo com a Previdência Social. Caso contrário, o tempo de afastamento pode ser desconsiderado.
Importância de manter as contribuições em dia
É fundamental que o trabalhador esteja atento às suas contribuições para o INSS, especialmente durante períodos de afastamento. Caso as contribuições não sejam feitas de forma regular, o trabalhador pode ter prejuízos no cálculo do tempo de contribuição e, consequentemente, na aposentadoria. Por isso, é recomendável que o segurado faça o acompanhamento de suas contribuições e verifique se todas as informações estão corretas.
Como verificar se o tempo de auxílio-doença está sendo contado para a aposentadoria?
Uma das dúvidas mais comuns entre os segurados é saber como verificar se o tempo de auxílio-doença está sendo corretamente computado para a aposentadoria. A seguir, listamos algumas dicas para que você possa garantir que o período de afastamento esteja sendo considerado.
1. Consulte o seu extrato de contribuições ao INSS
O primeiro passo para verificar se o tempo de afastamento está sendo computado é consultar o extrato de contribuições ao INSS, também conhecido como CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). Esse documento pode ser acessado pelo site ou aplicativo “Meu INSS” e contém informações detalhadas sobre as suas contribuições, benefícios recebidos e períodos de afastamento.
Se você perceber que o tempo de auxílio-doença não está sendo considerado, pode ser necessário fazer uma revisão junto ao INSS.
2. Verifique as contribuições antes e depois do afastamento
É importante verificar se houve continuidade nas suas contribuições ao INSS, principalmente nos casos em que o auxílio-doença não foi causado por acidente de trabalho. Se houver lacunas, pode ser necessário regularizar sua situação, a fim de garantir que o tempo de afastamento seja contabilizado corretamente.
3. Solicite revisão de dados
Caso você perceba que houve algum erro no cálculo do tempo de contribuição, você pode solicitar a revisão de seus dados diretamente ao INSS. Isso pode ser feito pela internet, pelo “Meu INSS“, ou de forma presencial em uma agência da Previdência Social. Em alguns casos, a ajuda de um advogado especializado em Direito Previdenciário pode ser necessária para garantir que todos os períodos de afastamento sejam corretamente contabilizados.
Quais erros são comuns no cálculo do INSS?
O cálculo do INSS é complexo e, por isso, erros podem ocorrer. Abaixo, vamos destacar alguns dos erros mais comuns que podem impactar diretamente o valor da aposentadoria.
1. Omissão de períodos de benefício
Um dos erros mais frequentes é a omissão de períodos em que o trabalhador recebeu algum benefício, como o auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez. Quando isso ocorre, o tempo de contribuição é calculado de forma inadequada, prejudicando o trabalhador na hora de calcular o valor da aposentadoria.
2. Cálculo incorreto do valor do benefício
Outro erro comum é o cálculo incorreto do valor do benefício. Muitas vezes, o segurado pode acabar recebendo um valor menor do que o esperado devido a falhas na apuração das contribuições ou na aplicação das regras de cálculo do INSS. Isso pode ocorrer quando o trabalhador não informa corretamente todos os períodos de contribuição ou quando há divergências nos dados fornecidos ao INSS.
3. Alterações nas regras de cálculo
Com a Reforma da Previdência, as regras de cálculo do INSS foram modificadas e tornaram-se mais rígidas. Por isso, é importante estar atento às novas regras para garantir que o cálculo da aposentadoria seja feito corretamente. Um erro simples, como a falta de atualização dos dados no sistema do INSS, pode resultar em uma aposentadoria com valor inferior ao esperado.
Como evitar prejuízos no cálculo da aposentadoria?
Para evitar prejuízos no cálculo da aposentadoria, o trabalhador precisa estar atento a alguns pontos importantes:
- Acompanhe suas contribuições: Verifique regularmente suas contribuições ao INSS e consulte seu extrato de contribuições para garantir que todos os períodos estão sendo contabilizados corretamente.
- Mantenha as contribuições em dia: É fundamental que o trabalhador mantenha suas contribuições ao INSS em dia, especialmente após períodos de afastamento, para que o tempo de afastamento seja contabilizado de forma adequada.
- Busque ajuda especializada: Se houver dúvidas sobre o cálculo da aposentadoria ou se você perceber que houve algum erro, consulte um advogado especializado em Direito Previdenciário. Ele pode ajudar a revisar sua situação e garantir que seus direitos sejam respeitados.
Conclusão
O auxílio-doença pode, sim, contar para a aposentadoria, mas é fundamental que o trabalhador entenda as condições que envolvem essa contagem. Além disso, é essencial ficar atento às contribuições e ao cálculo do INSS para evitar erros que possam impactar negativamente o valor da aposentadoria. Com o acompanhamento adequado e o apoio de profissionais especializados, é possível garantir que seus direitos sejam preservados.
Se você está em dúvida sobre como o auxílio-doença pode influenciar sua aposentadoria, consulte um especialista e assegure-se de que seu tempo de contribuição está sendo corretamente computado.
Imagem: Prostock-studio/elements.envato.com




