A partir de 16 de abril de 2025, entra em vigor a nova tabela do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) dos combustíveis. A atualização foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 10 de abril, por meio de ato divulgado pela secretaria-executiva do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).
A tabela traz os preços de referência que servirão como base para o cálculo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nos estados. Apesar disso, os valores do PMPF nem sempre coincidem com o preço final pago pelos consumidores nos postos.
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O que é o PMPF e como ele impacta o consumidor

O PMPF é um valor médio que reflete os preços praticados ao consumidor final em cada estado. Essa média é usada como referência para a cobrança do ICMS, um dos principais tributos incidentes sobre combustíveis.
Base para o ICMS
Embora o consumidor não perceba diretamente, o PMPF influencia o valor final do combustível ao determinar quanto será cobrado de imposto pelas unidades federativas. Quanto maior o PMPF, maior tende a ser o recolhimento de ICMS, ainda que o preço na bomba possa variar por outros fatores, como margem de lucro dos postos e custos logísticos.
Diferença entre o PMPF e o preço nos postos
É importante destacar que o PMPF não é o preço que o consumidor verá no painel dos postos de combustíveis. Ele é apenas uma estimativa média usada pelo Fisco para fins de tributação. O preço final depende de uma série de variáveis, como impostos federais, variações regionais e custos operacionais dos revendedores.
Quais combustíveis foram afetados pela nova tabela
A tabela divulgada pelo Confaz inclui o PMPF de diversos combustíveis, entre eles:
- Gasolina comum
- Etanol hidratado
- Diesel S10 e S500
- Gás liquefeito de petróleo (GLP)
- Gás natural veicular (GNV)
Cada estado define seu próprio valor de referência, com base em pesquisas realizadas no mercado local. Em alguns casos, houve aumento nos preços de referência, enquanto em outros, os valores foram mantidos ou até reduzidos.
Como é feita a atualização do PMPF
O Confaz realiza atualizações periódicas no PMPF com base em levantamentos de preços feitos por órgãos estaduais. Essas alterações ocorrem, geralmente, a cada 15 dias, mas podem ter frequência diferente conforme decisão do Conselho e necessidade de ajuste fiscal.
As secretarias de Fazenda dos estados enviam as médias de preço apuradas e, com base nesses dados, é publicada uma nova tabela válida para todo o território nacional, com diferenciação por estado e tipo de combustível.
Impacto nos estados e nos consumidores
O reajuste da base de cálculo do ICMS tende a gerar impactos diferentes a depender do estado e do tipo de combustível mais consumido. Em regiões onde o preço médio aumentou, é possível que haja repasse ao consumidor, especialmente se o posto trabalhar com margens apertadas.
Estados com maiores variações
Ainda não há um levantamento consolidado dos estados com maiores mudanças no PMPF, mas historicamente regiões como Norte e Nordeste registram oscilações mais expressivas, devido a dificuldades logísticas e maior variação nos preços locais.
Reflexo no bolso do consumidor
Embora o PMPF não seja o único fator que determina o preço na bomba, ele pode influenciar aumentos ou reduções de preço. Especialistas recomendam que consumidores acompanhem os reajustes para entender possíveis alterações nos gastos com combustíveis.
Reação do mercado e expectativa de novos ajustes
Distribuidoras e donos de postos costumam acompanhar de perto a divulgação da tabela, já que ela impacta diretamente no planejamento financeiro do setor. Para os governos estaduais, o PMPF atualizado ajuda a manter o equilíbrio da arrecadação.
Expectativas para os próximos meses

Com a oscilação dos preços do petróleo no mercado internacional e variações no câmbio, é esperado que as próximas atualizações do PMPF continuem refletindo esse cenário de instabilidade. Além disso, debates sobre a reforma tributária também podem influenciar o futuro do ICMS sobre combustíveis.
Considerações finais
A nova tabela do PMPF dos combustíveis, que entra em vigor em 16 de abril de 2025, é parte do mecanismo de ajuste fiscal dos estados brasileiros. Ainda que os valores não representem o preço final nos postos, eles têm papel fundamental na composição do valor pago pelo consumidor.
Para quem abastece com frequência, é importante acompanhar as atualizações e entender como as políticas de tributação afetam o preço final do combustível. Com transparência e acompanhamento constante, é possível se planejar melhor diante das variações no mercado.


