O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) alertou recentemente sobre a circulação de sites fraudulentos que se passam por canais oficiais de inscrição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Segundo a pasta, criminosos estão aproveitando o interesse dos candidatos na nova edição do concurso para aplicar golpes online.
O MGI reforça que a segunda edição do CPNU ainda não teve seu período de inscrições divulgado. Assim, qualquer site que ofereça a possibilidade de inscrição neste momento é falso. As informações oficiais serão publicadas exclusivamente no portal do governo e nos canais institucionais.
Os sites fraudulentos imitam páginas governamentais e prometem acesso antecipado às inscrições. Em alguns casos, exigem pagamento de taxas ou solicitam dados pessoais, como CPF e informações bancárias, colocando em risco a segurança dos candidatos.
Além dos sites, criminosos utilizam redes sociais e aplicativos de mensagens para disseminar links enganosos, induzindo os usuários a acreditarem na veracidade da página. Essa prática se tornou comum em fraudes digitais, explorando a ansiedade dos concurseiros.
Governo já tomou medidas contra os golpes
Desde que tomou conhecimento dos golpes, o Ministério da Gestão acionou órgãos de segurança cibernética do governo, incluindo o Centro Integrado de Segurança Cibernética do Governo Digital (Cisc GOV.BR), para a remoção dos sites fraudulentos.
O governo federal também publicou um alerta na plataforma “Brasil Contra Fake”, página oficial dedicada ao combate à desinformação e fraudes virtuais.
Como denunciar sites fraudulentos do CPNU?
Os candidatos que identificarem golpes podem denunciá-los de forma rápida e segura por meio da plataforma Fala.BR, que é um canal oficial do governo para o registro de reclamações e denúncias.
Preencha o formulário com as informações sobre o golpe, incluindo links e evidências.
Envie a denúncia e aguarde a análise dos órgãos responsáveis.
O serviço está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, garantindo que os cidadãos possam relatar fraudes a qualquer momento.
Fraudes eletrônicas podem levar a prisão
Imagem: Freepik
Quem pratica fraudes digitais pode ser enquadrado na legislação brasileira e responder criminalmente. De acordo com a lei, crimes de estelionato eletrônico podem resultar em penas de 4 a 8 anos de reclusão e multa.
Se a fraude for cometida contra idosos ou pessoas vulneráveis, a pena pode ser aumentada em um terço, considerando o impacto causado à vítima.
Além da punição legal, os golpistas podem enfrentar ações civis para reparar danos às vítimas que tiveram prejuízos financeiros ou tiveram seus dados utilizados indevidamente.
Como evitar cair em golpes do CPNU?
Para evitar ser vítima de fraudes relacionadas ao CPNU e outros concursos públicos, os candidatos devem adotar medidas de segurança digital:
Verificar informações apenas nos canais oficiais – As inscrições do CPNU serão anunciadas exclusivamente no site do governo.
Desconfiar de mensagens e links suspeitos – Não clique em links recebidos por e-mail, redes sociais ou aplicativos de mensagens sem verificar sua autenticidade.
Nunca faça pagamentos antecipados – O processo de inscrição oficial sempre segue as regras publicadas no edital.
Habilitar autenticação em dois fatores – Proteja suas contas online para evitar invasões e roubo de dados.
Fique atento e aguarde as informações oficiais
O CPNU é uma iniciativa do governo para unificar seleções públicas e ampliar o acesso da população aos cargos públicos. No entanto, enquanto o novo edital não for oficialmente divulgado, candidatos devem redobrar a atenção e evitar cair em armadilhas digitais.