O governo federal enviou ao Congresso Nacional uma proposta de modificação na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, prevendo a destinação de R$ 3 bilhões para o pagamento do vale-gás. A medida busca garantir a continuidade do programa, que atende milhões de famílias de baixa renda em todo o país, assegurando acesso ao gás de cozinha.
Além disso, a reformulação do orçamento inclui ajustes nas despesas após a aprovação do pacote fiscal no ano passado, que visa reduzir os gastos públicos em até R$ 34 bilhões.
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Vale-gás: governo assegura continuidade do programa em 2025

Criado para apoiar famílias em situação de vulnerabilidade, o programa vale-gás auxilia na compra de botijões de gás de cozinha. Com um orçamento previsto de R$ 3 bilhões, o governo garantirá a continuidade do pagamento do benefício ao longo de 2025.
O programa concede um auxílio a cada dois meses, equivalente a 50% do preço médio do botijão de 13 kg, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse suporte é essencial para muitas famílias que, sem ele, poderiam recorrer a alternativas menos seguras para cozinhar, como lenha ou álcool.
Impacto econômico e social do vale-gás
- Beneficia milhões de famílias cadastradas no CadÚnico.
- Ajuda a reduzir os impactos da inflação sobre a população de baixa renda.
- Evita o uso de combustíveis inseguros para o preparo dos alimentos.
- Garante previsibilidade financeira para as famílias beneficiárias.
Pé-de-Meia: inclusão no orçamento segue em debate
O programa Pé-de-Meia, que incentiva a permanência de estudantes de baixa renda no ensino médio, tem um custo estimado de R$ 12 bilhões e ainda aguarda definição sobre sua inclusão no orçamento de 2025.
O Tribunal de Contas da União (TCU) avalia a necessidade de previsão orçamentária para o programa, pois a legislação que o instituiu exige a alocação de verbas específicas. O pagamento da poupança educacional aos estudantes tem como objetivo combater a evasão escolar e garantir melhores condições para a conclusão do ensino médio.
Mudanças no orçamento e impactos nas contas públicas
A proposta de modificação da LOA inclui ajustes e cortes para equilibrar as contas públicas. O Ministério da Fazenda prevê uma economia de até R$ 34 bilhões com a redução de despesas obrigatórias, como:
- Benefício de Prestação Continuada (BPC);
- Abono salarial;
- Bolsa Família;
- Emendas parlamentares (R$ 11,5 bilhões previstos).
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também pode sofrer impactos, pois parte de seus investimentos é discricionária e pode ser ajustada conforme a necessidade de controle fiscal.
Expectativas para a votação do orçamento no Congresso
A aprovação da LOA de 2025 ainda dependerá do debate no Congresso Nacional. O relator do orçamento, senador ngelo Coronel (PSD-BA), avaliará os ajustes nas despesas e a destinação de recursos para programas sociais e investimentos essenciais.
A tramitação também dependerá das negociações entre o governo e os parlamentares, principalmente sobre a alocação de verbas para programas sociais e infraestrutura.
Principais desafios para o orçamento de 2025

- Ajustar as contas sem comprometer programas sociais essenciais.
- Definir o financiamento do Pé-de-Meia sem aumentar o déficit.
- Considerar o impacto da regra de correção do salário mínimo.
- Equilibrar cortes no PAC com a necessidade de investimentos.
Considerações finais
A modificação da LOA de 2025 reflete a necessidade de ajustes fiscais e a preocupação em manter programas sociais essenciais. O vale-gás terá continuidade com um orçamento de R$ 3 bilhões, enquanto a inclusão do Pé-de-Meia ainda está em discussão.
A tramitação do orçamento será decisiva para definir como o governo equilibrará as contas públicas e manterá os investimentos necessários para a população de baixa renda. O desfecho das negociações parlamentares será crucial para a implementação das políticas previstas para 2025.




