O INSS começa uma nova rodada de pagamentos do décimo terceiro salário a partir de 24 de novembro, movimentando milhões de beneficiários em todo o país. O abono é aguardado todos os anos porque reforça o orçamento de quem depende da aposentadoria, pensão ou auxílio como principal fonte de renda. Para muitos segurados, esse valor extra chega em um momento estratégico, em que despesas aumentam e o planejamento financeiro ganha ainda mais importância.
Diferente do grupo que já recebia benefício desde o início do ano, os segurados que começaram a receber a partir de junho de 2025 não tiveram antecipação. Por isso, o pagamento do décimo terceiro para essa parcela será realizado diretamente na folha de novembro, seguindo o calendário oficial da Previdência Social. A distribuição ao longo de diversos dias evita sobrecarga tanto nas agências quanto nos sistemas bancários, além de facilitar a organização do segurado que já pode se programar com antecedência.
O depósito do décimo terceiro continua sendo um dos eventos mais relevantes do calendário do INSS porque representa uma injeção financeira importante na economia real do país. O valor se reflete rapidamente no comércio, nos serviços e em pequenas empresas, especialmente em municípios onde os pagamentos da Previdência representam grande parte da movimentação financeira local.
Quem tem direito ao décimo terceiro do INSS em 2025
O pagamento será feito aos segurados que passaram a receber benefícios previdenciários a partir de junho de 2025. A lista inclui aposentadorias por idade, tempo de contribuição ou invalidez, pensões por morte, salário-maternidade, auxílio-reclusão, auxílio-acidente e auxílio-incapacidade temporária. Todos esses benefícios estão vinculados ao regime contributivo e, por isso, dão direito ao décimo terceiro.
A razão para essa diferenciação está na legislação que divide o sistema entre benefícios assistenciais e previdenciários. Quem contribuiu com o INSS tem direito ao abono anual previsto por lei, e essa regra permanece válida mesmo para quem iniciou o recebimento ao longo do ano. No entanto, o valor é calculado de forma proporcional ao tempo em que a pessoa recebeu o benefício em 2025, o que garante mais equilíbrio na distribuição dos recursos.
O pagamento também leva em conta variações no valor do benefício mensal. Caso tenham ocorrido revisões, alterações ou ajustes no período, o cálculo já incorpora essas atualizações, garantindo que o segurado receba um valor correspondente ao que realmente teria direito naquele momento do ano.
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Quem não recebe o décimo terceiro
Embora grande parte dos segurados do INSS seja contemplada, alguns programas não dão direito ao décimo terceiro. Entre eles estão o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) e a antiga Renda Mensal Vitalícia. Ambos pertencem ao campo da assistência social e não fazem parte do regime contributivo da Previdência. Por isso, a legislação não prevê o pagamento de abono extra nesses casos.
Essa diferença é permanente e não muda de acordo com o calendário ou a gestão federal. Quem recebe benefícios assistenciais mantém apenas o valor mensal já estabelecido, sem acréscimo de parcela extra no fim do ano.
Como é calculado o décimo terceiro para quem começou a receber em 2025
Quem entrou no sistema previdenciário a partir de 2025 recebe o décimo terceiro de forma proporcional ao tempo de pagamento no ano. Isso significa que, se o segurado começou a receber em julho, por exemplo, terá direito ao equivalente a seis meses de benefício, ou seja, 6/12 do valor total. Se começou em agosto, então o cálculo considera cinco meses, e assim por diante.
Esse tipo de cálculo já é comum entre trabalhadores com carteira assinada que entram no emprego no meio do ano, e foi incorporado há muito tempo ao funcionamento previdenciário para garantir equilíbrio financeiro e justiça no rateio dos valores.
Além disso, o cálculo leva em consideração o valor do benefício vigente. Caso o segurado tenha passado por mudança de remuneração, revisão ou alteração no tipo de benefício, a base para cálculo do décimo terceiro já inclui o valor atualizado. Assim, ninguém recebe menos ou mais do que o previsto em lei.
Como esse cálculo funciona na prática
Suponha que um segurado receba R$ 1.518 e tenha começado a receber o benefício em agosto. Essa pessoa terá direito ao equivalente a cinco meses de benefício, o que gera 5/12 de décimo terceiro, pois esteve vinculada ao INSS por cinco meses até o fim do ano. A fórmula se repete para qualquer cenário, bastando que o segurado considere quantos meses recebeu o benefício em 2025.
Essa regra é importante porque torna o sistema mais sustentável, especialmente em anos de maior entrada de segurados, quando milhares de novos benefícios são concedidos em poucos meses.
Calendário completo de pagamento do INSS em 2025
O calendário segue o modelo tradicional, organizado conforme o número final do benefício, sem considerar o dígito após o traço. Quem recebe até um salário mínimo terá os depósitos entre 24 de novembro e 5 de dezembro. Para quem recebe acima do mínimo, os pagamentos acontecem entre 1º e 5 de dezembro.
Beneficiários que recebem até um salário mínimo
Final 1: 24 de novembro
Final 2: 25 de novembro
Final 3: 26 de novembro
Final 4: 27 de novembro
Final 5: 28 de novembro
Final 6: 1º de dezembro
Final 7: 2 de dezembro
Final 8: 3 de dezembro
Final 9: 4 de dezembro
Final 0: 5 de dezembro
Beneficiários que recebem acima de um salário mínimo
Finais 1 e 6: 1º de dezembro
Finais 2 e 7: 2 de dezembro
Finais 3 e 8: 3 de dezembro
Finais 4 e 9: 4 de dezembro
Finais 5 e 0: 5 de dezembro
Essas datas são fixadas nacionalmente e divulgadas com antecedência pelo INSS, o que permite que os beneficiários ajustem compras, pagamentos e demais compromissos financeiros com mais previsibilidade.
Como consultar se o décimo terceiro será pago
O segurado pode confirmar se o décimo terceiro está planejado para a sua conta acessando o Meu INSS, disponível tanto no navegador quanto no aplicativo oficial. O acesso é feito com CPF e senha cadastrados no Gov.br. Ao entrar, basta procurar pela opção “Extrato de pagamento”, onde aparecem valores liberados, datas previstas e histórico de depósitos.
Essa consulta costuma ficar disponível alguns dias antes do pagamento, permitindo que o segurado saiba com antecedência se o valor será liberado e em qual data cairá na conta. Além disso, o aplicativo também mostra outras informações úteis, como pendências, solicitações em andamento e orientações sobre benefícios.
Como consultar sem internet
Quem não tem acesso à internet pode ligar para a Central 135, disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h. Informando dados pessoais, o segurado pode consultar o calendário, verificar atrasos, tirar dúvidas e pedir instruções sobre como regularizar situações específicas. O atendimento pode ainda orientar com detalhes sobre qual agência procurar, caso seja necessária visita presencial.
O que fazer se o décimo terceiro não cair na conta
Se o pagamento não for creditado na data prevista, o primeiro passo é acessar o extrato pelo Meu INSS ou solicitar consulta telefônica pela Central 135. É importante verificar se há erros nos dados bancários cadastrados, especialmente número de conta, agência e tipo de operação. Uma simples divergência pode impedir que o depósito seja realizado corretamente.
Se as informações estiverem certas e o pagamento não tiver sido liberado, o segurado pode fazer uma solicitação de regularização no próprio Meu INSS ou agendar atendimento presencial. Em algumas situações, também é possível que o banco identifique pendências internas e solicite atualização de dados diretamente no atendimento da instituição financeira.
Em casos em que o benefício tenha passado por revisão, bloqueio temporário ou necessidade de atualização de dados cadastrais, o retorno ao pagamento costuma ser rápido após a regularização.
Importância do décimo terceiro para os segurados
O décimo terceiro salário do INSS tem papel social significativo, pois oferece uma folga no orçamento de quem usa o benefício como principal fonte de renda. Em muitos lares, o valor é usado para quitar contas, reforçar despesas médicas, comprar alimentos, antecipar despesas escolares ou garantir uma reserva mínima para o início do próximo ano.
Além disso, o pagamento impacta diretamente a economia do país. Grande parte dos municípios brasileiros tem na Previdência sua maior fonte de circulação financeira, e o décimo terceiro acelera a movimentação em comércios locais, serviços e pequenos negócios que dependem dessa renda para manter as vendas em alta no fim do ano.
O que esperar para os próximos anos
Até o momento, não há sinalização de mudanças no pagamento do décimo terceiro para os anos seguintes. Em algumas ocasiões anteriores, houve antecipações para o primeiro semestre, mas esse tipo de medida depende de decisão do governo federal e de disponibilidade financeira da Previdência. Qualquer alteração será divulgada oficialmente pelo Ministério da Previdência e pelo INSS.
O mais importante para os segurados é manter o cadastro sempre atualizado, acompanhar notícias oficiais e consultar periodicamente seu extrato para evitar atrasos e problemas no recebimento.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital



