A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou, na manhã desta quarta-feira (26), uma operação contra o rapper Oruam, cujo nome verdadeiro é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. A ação, conduzida por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), teve como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão em endereços do artista.
A investigação está relacionada a um disparo de arma de fogo ocorrido em um condomínio residencial no interior de São Paulo. Durante a operação, um foragido da Justiça foi encontrado na casa do cantor, levando à sua prisão em flagrante por favorecimento pessoal.
Leia mais: Golpe dos nudes: suspeitos de se passar por chefe da Polícia Civil são alvo de operação
Investigação envolve disparo de arma de fogo

O inquérito policial apura um incidente envolvendo um disparo de arma de fogo em um condomínio na cidade de Igaratá, no interior paulista. Segundo as autoridades, a ação busca não apenas esclarecer as circunstâncias do tiro, mas também identificar a propriedade da arma utilizada.
Além disso, a polícia investiga se há indícios de outros crimes, como posse ilegal de arma ou possível envolvimento do rapper com atividades ilícitas. A apreensão de materiais nos endereços ligados ao artista pode contribuir para aprofundar as investigações.
Foragido da Justiça é preso na casa de Oruam
Durante a execução dos mandados, os agentes encontraram na residência do rapper Yuri Pereira Gonçalves, de 25 anos, que estava foragido por envolvimento com organização criminosa. Diante da situação, Oruam acabou sendo detido em flagrante por favorecimento pessoal, crime que ocorre quando alguém auxilia na ocultação de um criminoso para evitar sua captura pelas autoridades.
Apesar da prisão, o rapper foi liberado algumas horas depois, por volta das 10h30, após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), um documento utilizado em casos de menor potencial ofensivo, cuja pena máxima não ultrapassa dois anos.
Busca por provas e materiais que esclareçam o caso
As buscas realizadas pelos agentes tinham como objetivo localizar a arma usada no disparo e outros elementos que possam ajudar na investigação. Até o momento, não há informações sobre se a arma foi encontrada.
Além dos endereços do cantor, os policiais também cumpriram mandados na casa de sua mãe, Márcia Nepomuceno, esposa de Marcinho VP, um dos principais líderes do Comando Vermelho. A relação familiar do artista com figuras conhecidas do crime organizado levanta questionamentos sobre sua possível ligação com atividades ilícitas, embora até o momento não haja confirmação de seu envolvimento.
Defesa de Oruam ainda não se manifestou

A equipe jurídica do rapper foi procurada pela imprensa, mas ainda não emitiu um posicionamento oficial sobre a operação. Oruam, que já é uma figura conhecida no cenário musical, agora se vê envolvido em uma investigação que pode ter desdobramentos na Justiça.
Enquanto aguarda a tramitação do caso, o artista terá que responder pelo crime de disparo de arma de fogo no Juizado Especial Criminal (Jecrim). O inquérito segue em andamento, e novas diligências podem ser realizadas para esclarecer os fatos.
Com informações de: CNN Brasil



