Recentemente, a Polícia Civil de Santa Catarina tem se aprofundado nas investigações sobre a família por trás do polêmico “Jogo do Tigrinho”, uma plataforma de apostas online suspeita de causar prejuízos financeiros a muitas vítimas.
A operação, que teve início no começo de 2024, revela um esquema complexo de exploração de jogos de azar, estelionato e crimes financeiros, envolvendo membros da família e possíveis coniventes de outros estados.
Além disso, o caso ganhou notoriedade por envolver uma adolescente de 15 anos, cuja conta no Instagram, com 1,8 milhão de seguidores, promovia o site ilegal sob a supervisão de sua mãe. As autoridades continuam a rastrear conexões e investigar as ramificações do caso.
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O surgimento do “Jogo do Tigrinho” e seus efeitos

A família investigada é suspeita de promover a plataforma de apostas ilegais chamada “Jogo do Tigrinho”, que, ao longo do tempo, conquistou uma base de seguidores substancial, principalmente nas redes sociais. A suspeita é de que esse esquema tenha gerado consideráveis danos financeiros a muitas vítimas, com o envolvimento de pessoas que poderiam estar cientes, ou até mesmo colaborando, para a promoção da plataforma de apostas.
De acordo com a Polícia Civil, o impacto da ação criminosa não se limitou a Santa Catarina, e novos elementos indicam que o caso possui ramificações em outros estados. As investigações continuam enquanto as autoridades tentam entender toda a extensão da rede de exploração.
A investigação: ações da Polícia Civil e apreensões
Em um avanço significativo, a Polícia Civil deflagrou uma série de buscas e apreensões em locais relacionados aos investigados. Entre os itens apreendidos estavam carros de luxo, aparelhos celulares de última geração (como iPhone 16 Pro Max), e um bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias ligadas à família. Tais apreensões demonstram a magnitude do esquema criminoso, indicando que o grupo possuía recursos significativos, além de sua influência nas redes sociais.
A delegada Inara Marques Drapalski, responsável pelo caso, afirmou que a investigação continua com a análise detalhada dos dados encontrados nos celulares apreendidos. Isso pode levar à identificação de novas vítimas e à descoberta de outros envolvidos no esquema criminoso.
Expansão do caso: envolvimento de outros estados
Segundo a delegada, a investigação sugere que pessoas de outros estados podem estar envolvidas no esquema de apostas ilegais. A Polícia Civil de Santa Catarina está coordenando esforços com outras unidades para ampliar a apuração e rastrear possíveis conexões externas.
Essa ampliação da investigação coloca em dúvida os limites da operação, já que, em muitos casos, plataformas de apostas ilegais podem alcançar um público nacional ou até internacional por meio da internet.
Corrupção de menores: o caso da adolescente influenciadora
Uma das facetas mais alarmantes deste caso envolve a acusação de corrupção de menores. A Polícia Civil revelou que a plataforma de apostas foi amplamente divulgada nas redes sociais de uma adolescente de 15 anos, que contava com 1,8 milhão de seguidores no Instagram. A adolescente, sob supervisão de sua mãe, era uma das principais responsáveis pela promoção da plataforma, sendo um fator chave para o crescimento da audiência.
O envolvimento de menores de idade no processo levanta questões sérias sobre a exploração de vulneráveis na internet, além de destacar a precariedade das regulamentações de uso de plataformas digitais em relação à idade dos usuários e à fiscalização do conteúdo. A acusação de corrupção de menores é mais um crime no vasto leque de crimes pelos quais a família é investigada.
Reações da família e defesa jurídica
Em meio às investigações, Vanessa Moraes, uma das investigadas, publicou um vídeo em suas redes sociais confirmando as investigações em andamento e alertando que seu perfil poderia ser desativado pela Justiça a qualquer momento. Isso gerou repercussão nas redes sociais, com muitos seguidores especulando sobre os desdobramentos do caso.
Os perfis de Instagram da família foram rapidamente desativados, provavelmente para evitar mais divulgação de conteúdo ilegal e para preservar possíveis provas. A defesa da família, representada pelos advogados Marina e Wiliam Shinzato, manifestou-se dizendo que está analisando a situação jurídica e que se pronunciará no momento oportuno.
Implicações legais e futuro das investigações

O desdobramento do caso pode ser ainda mais profundo do que se imagina. Com a apreensão de bens e a análise dos dados dos aparelhos apreendidos, a Polícia Civil está mais próxima de entender toda a cadeia de crimes cometidos pela família. Além disso, as ramificações do caso sugerem que outras pessoas, incluindo aquelas de outros estados, podem estar envolvidas. Isso eleva a gravidade da investigação e aumenta a possibilidade de outras prisões.
O próximo passo da Polícia Civil será identificar todas as vítimas do “Jogo do Tigrinho” e estender a busca por novos envolvidos, ao mesmo tempo que acompanha as movimentações financeiras da família. O futuro das investigações dependerá da quantidade de informações que podem ser extraídas dos dispositivos apreendidos e da cooperação com outras forças de segurança.
Com informações de: nd+



