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Aposentadoria pode subir em 2026 com auxílio extra liberado pelo INSS

11 de março de 2026 às 21:30Jéssica Cassana

Embora seja pouco conhecido por muitos segurados, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) possui um benefício adicional que pode aumentar significativamente o valor da aposentadoria de alguns beneficiários. Trata-se do auxílio-acompanhante, um adicional de 25% sobre o valor da aposentadoria por incapacidade permanente, anteriormente chamada de aposentadoria por invalidez.

O benefício é destinado a segurados que necessitam de assistência permanente de outra pessoa para realizar atividades básicas do dia a dia, como se alimentar, tomar banho, se vestir ou se locomover.

Abaixo você pode continuar a
leitura do artigo

Leia mais:

Nova regra do INSS muda cálculo da aposentadoria em 2026

Na prática, esse adicional busca ajudar o aposentado a custear os cuidados necessários quando sua condição de saúde exige acompanhamento constante.

Como funciona o adicional de 25% na aposentadoria

O auxílio-acompanhante consiste em um acréscimo de 25% sobre o valor da aposentadoria por incapacidade permanente. Esse aumento é aplicado diretamente no benefício mensal pago pelo INSS.

Por exemplo, considerando um benefício no valor do salário mínimo atual de R$ 1.621, o adicional de 25% corresponderia a aproximadamente R$ 405,25.

Nesse caso, o valor total do benefício passaria a ser:

  • Benefício base: R$ 1.621
  • Adicional de 25%: R$ 405,25
  • Total aproximado: R$ 2.026,25

Esse valor extra é pago mensalmente enquanto permanecer comprovada a necessidade de acompanhamento permanente.

Quem pode receber o auxílio-acompanhante

O adicional não é liberado para todos os aposentados do INSS. A legislação estabelece que o benefício é exclusivo para segurados aposentados por incapacidade permanente que dependam da ajuda constante de terceiros.

A concessão depende de avaliação médica realizada pelo próprio INSS.

Entre os casos mais comuns que podem justificar o pagamento estão:

  • cegueira total
  • paralisia ou limitações motoras graves
  • doenças neurológicas severas
  • perda significativa da autonomia para atividades básicas
  • doenças degenerativas que exigem assistência permanente

Essas condições precisam ser comprovadas por meio de laudos médicos e análise pericial.

Decisão do STF sobre o benefício

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou o entendimento de que o auxílio-acompanhante deve ser pago exclusivamente aos aposentados por incapacidade permanente.

Em discussões judiciais anteriores, havia interpretações que permitiam ampliar o benefício para outros tipos de aposentadoria.

No entanto, o STF definiu que o adicional de 25% não pode ser estendido para aposentadorias por idade, tempo de contribuição ou aposentadoria especial.

Com isso, o pagamento permanece restrito aos casos de invalidez permanente comprovada.

Idosos são grupo com maior probabilidade de receber o adicional

Embora não seja exclusivo para pessoas idosas, o auxílio-acompanhante costuma ser mais frequente entre aposentados mais velhos.

Isso ocorre porque o envelhecimento pode provocar:

  • fragilidade física
  • perda de mobilidade
  • declínio cognitivo
  • maior incidência de doenças crônicas

Esses fatores podem levar à necessidade de assistência contínua para atividades cotidianas.

Mesmo assim, o benefício depende sempre de avaliação médica e não é concedido automaticamente pela idade.

Como solicitar o auxílio-acompanhante

O pedido do adicional pode ser feito diretamente pelos canais digitais do INSS.

O processo ocorre principalmente pelo portal ou aplicativo Meu INSS, disponível para computador e celular.

Passo a passo para solicitar

  1. Acesse o aplicativo ou site Meu INSS
  2. Faça login com sua conta Gov.br
  3. Busque pelo serviço relacionado ao adicional de 25%
  4. Envie documentos médicos que comprovem a necessidade de acompanhamento
  5. Aguarde o agendamento da perícia médica

Após a análise da documentação, o INSS marcará uma perícia médica presencial ou remota, dependendo do caso.

Importância da perícia médica

A perícia é uma etapa fundamental para a concessão do benefício.

Durante a avaliação, o médico perito do INSS analisará:

  • os laudos médicos apresentados
  • o histórico clínico do segurado
  • a capacidade funcional para atividades diárias

Caso seja confirmada a necessidade de assistência permanente, o adicional de 25% será incluído no benefício.

O adicional pode ultrapassar o teto do INSS

Um ponto importante sobre o auxílio-acompanhante é que ele pode ser pago mesmo quando o valor total ultrapassa o teto previdenciário.

Isso significa que o adicional de 25% é aplicado mesmo para aposentados que já recebem o valor máximo do INSS.

Essa regra existe porque o benefício tem caráter assistencial, voltado a custear cuidados necessários para o segurado.

Quando o adicional pode ser suspenso

O pagamento do auxílio-acompanhante pode ser suspenso em algumas situações.

Entre elas estão:

  • recuperação da capacidade funcional do segurado
  • constatação de que não há mais necessidade de assistência permanente
  • revisão médica periódica do benefício

Por isso, o INSS pode convocar o segurado para novas perícias ao longo do tempo.

Por que muitos segurados desconhecem esse direito

Especialistas apontam que o auxílio-acompanhante ainda é pouco conhecido entre os aposentados.

Isso acontece por diversos motivos, como:

  • falta de informação sobre os direitos previdenciários
  • dificuldade de acesso a orientações especializadas
  • desconhecimento das regras do INSS

Por esse motivo, muitas pessoas que poderiam ter direito ao adicional acabam não solicitando o benefício.

Importância de buscar orientação previdenciária

Em casos de aposentadoria por incapacidade permanente, especialistas recomendam que os segurados verifiquem se possuem direito ao adicional.

Profissionais da área previdenciária podem orientar sobre:

  • documentação necessária
  • elaboração de laudos médicos
  • procedimentos para solicitar o benefício

Essa orientação pode facilitar o acesso ao direito e evitar erros no processo de solicitação.

O auxílio-acompanhante representa uma importante forma de apoio financeiro para aposentados que enfrentam limitações severas de saúde e dependem do auxílio de terceiros para manter sua qualidade de vida.

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